Opiniões de quem está na luta - Le Monde Diplomatique

Opiniões de quem está na luta

por Violaine Lucas, Barbara Vilain
1 de junho de 2008
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Violaine Lucas, Barbara Vilain

“Até o momento, esta União Européia tem um caráter bastante neoliberal, mas em vez de nos contentarmos com lamúrias, deveríamos nos dedicar a participar da construção concreta dessa realidade. O projeto da Cláusula da Européia Mais Favorecida é um instrumento (…) político que nos permite trabalhar do exterior para o centro e reproduzir boas práticas existentes e testadas.”

Elfriede Harth (Alemanha), representante na Europa das Católicas pelo Direito de Decidir.

“Freqüentemente, as boas leis, ainda que essenciais, não são suficientes para melhorar a condição das mulheres: elas acabam tornando-se letra morta se não forem acompanhadas por mudanças profundas nas relações sociais. Nós vivemos um momento muito crítico da história, de regressão em relação ao século 20. Isso não vem apenas de nossos governos, mas da própria sociedade, e é necessário partir dela. Não basta conquistar a maioria nos Parlamentos para obter as melhores leis: trata-se, antes de mais nada, de reconquistar a alma e a imaginação das mulheres.”

Luciana Castellina, co-fundadora do jornal Il Manifesto, antiga deputada do Partido Comunista Italiano (PCI) e da Rifondazione Comunista (Refundação Comunista).

“Comparar as leis em todos os países da União européia é um trabalho muito importante. Mas, ainda que a lei espanhola sobre a violência contra as mulheres, por exemplo, seja uma das melhores na Europa, parece-me que seria preferível fazer da Cláusula da Européia Mais Favorecida um exemplo de lei ideal, uma espécie de ?sonho tornado realidade? que consideraria todos os aspectos de um ponto de vista feminista.”

Tanja Auvinen, secretária geral da Nytkis, coalizão das associações feministas finlandesas.

“Acho que essas regras deveriam ser formuladas pelas próprias mulheres, já que as leis existentes não podem nunca ser as melhores possíveis. Por exemplo, o ideal seria não haver nenhuma lei sobre aborto, e considerá-lo como um procedimento médico normal coberto pelas leis e regras sobre a medicina em cada país.”

Rebecca Gomperts, presidente-fundadora da Women on Waves (Mulheres sobre as Ondas), associação holandesa que pratica abortos em um navio ancorado nas águas internacionais ao largo dos países em que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) é proibida.

 

traduções deste texto >&gt

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