Pequim na conquista do espaço
A China anunciou a intenção de enviar taikonautas para a Lua antes de 2030. Os Estados Unidos informaram que seus astronautas estariam “no local para recebê-los”. O desenvolvimento de um setor espacial chinês competitivo é visto por Washington como uma ameaça existencial. Sua expansão, contudo, esteve longe de ser um processo tranquilo
Em 3 de dezembro de 2025, a sala de controle do centro de lançamento espacial de Jiuquan, no Deserto de Gobi, foi sacudida por uma tempestade de aplausos. Um banner vermelho apareceu em uma tela gigante: “Calorosas felicitações à LandSpace”, cujo novo lançador Zhuque-3 acabara de colocar sua carga útil em órbita. Para a etapa de recuperação, o clima ficou tenso: acendeu-se o sinal de uma combustão anormal. O primeiro estágio do foguete terminou seu percurso em meio a uma nuvem de chamas e fumaça e depois caiu a 40 metros do alvo. Em um comunicado de tom otimista publicado em sua conta oficial no WeChat, a empresa comemorou os avanços tecnológicos que o voo permitiu testar: nove motores funcionando em conjunto, separação pneumática dos estágios sem explosivos, tanques de aço inoxidável soldados a laser. Uma proeza. Na França, a imprensa especializada cobriu esse teste sob o prisma da competição…

