Produção de desigualdade cognitiva: o desafio da inteligência artificial para a educação
A rápida difusão da inteligência artificial tem sido apresentada como um destino tecnológico incontornável. No campo educacional, porém, seu avanço está longe de ser neutro ou inevitável: suscita cautela, alarme e disputas profundas sobre seus efeitos formativos. Embora o discurso dominante celebre a IA como instrumento de produtividade e democratização do conhecimento, uma análise histórica e sociológica revela um risco distinto e mais profundo: a inauguração de um novo regime de desigualdade, menos visível e mais radical

