O verdadeiro “Mimimi”: os identitários que nunca se nomeiam
Não se trata de perguntar por que grupos minorizados falam de si, mas por que a identidade dos grupos dominantes foi naturalizada a ponto de se afirmar constantemente universal

Não se trata de perguntar por que grupos minorizados falam de si, mas por que a identidade dos grupos dominantes foi naturalizada a ponto de se afirmar constantemente universal
Apesar dos avanços conquistados às custas do intenso ativismo – desestabilizando a LGBTQIAPNfobia todos os meses –, que enfrenta um verdadeiro estado de massacre da população LGBTQIAPN+, em especial da letra T – o Brasil é o país que mais mata esse grupo
Desde a primeira edição, a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver afirma como horizonte transformador a superação do sistema de subordinação racial e de gênero que estrutura as relações sociais no Brasil
Em “Batalhas morais: Política identitária na esfera pública técnico-midiatizadora”, o sociólogo Richard Miskolci denomina os conceitos “cigeneridade” e “cisnormatividade” como uma “novilíngua” que destoa e corrompe os estudos contemporâneos de gênero e sexualidade. Neste artigo, buscamos demonstrar nossa discordância