Ciência, fé e o sentido da vida
O silêncio diante da morte revela mais a dificuldade de quem cuida do que a dos próprios idosos, o que a fé pode nos trazer diante disso?

O silêncio diante da morte revela mais a dificuldade de quem cuida do que a dos próprios idosos, o que a fé pode nos trazer diante disso?
Pacientes com câncer avançado têm sido geralmente descritos como superestimando a probabilidade de sua sobrevivência a longo prazo e têm muitas vezes acreditado que o propósito das opções de tratamento oferecidas é curá-los
Se a IA tem a capacidade de trazer de volta imagem e voz de pessoas que já partiram, cabe questionar: a quem pertence a vida e a biografia dessas pessoas? Qual seria o impacto ético de fazê-las retornar para satisfazer aqueles que estão vivos, independentemente do quanto isso possa ser desrespeitoso com suas trajetórias?
O que antes só se vivia na guerra, agora é a vida cotidiana. Morrer é tristeza, mas também resignação
O suicídio, e junto dele, práticas como o suicídio assistido e a eutanásia, suscitam a densa questão “a quem pertence a vida?” e essa é uma reflexão que não é passível e nem deve ser esgotada. Fica claro que politicamente não há autonomia para essa decisão, mas é necessário que essas práticas sejam discutidas porque precisamos debater dignidade de vida, e isto inclui pensar em cuidados e humanização da morte
No interior das instituições prisionais, deparei-me com alguns espaços cujas dinâmicas de funcionamento destoam dos pavilhões onde se aglomera o grosso da massa encarcerada. Espaços por vezes sepultados atrás de chapas de aço e de outros pavilhões, em que a sensação é a de que tudo é possível. Confira o sexto e último artigo do dossiê “Estado de choque”
A revogação do Estatuto do Desarmamento, pronta para ser votada no plenário da Câmara dos DeputadosSérgio Adorno e Renato Sérgio de Lima
Uma feroz guerra civil eclodiu no fim de 2013 no Sudão do Sul. Opondo partidários do presidente Salva Kiir aos do ex-vice-presidente Riek Machar, ela ameaça a estabilidade regional. Enquanto isso, do outro lado da fronteira, o Exército sudanês, lutando com grupos rebeldes, provoca deslocamentos maciços da populaçãoJean-Baptiste Gallopin
O presidente dos EUA pode mandar matar um cidadão de seu país? Essa é a questão posta pela eliminação por um drone de Anwar al-Awlaki, dirigente norte-americano da Al-Qaeda no Iêmen. O uso desses aviões sem piloto não desperta rejeição maciça no Ocidente, enquanto atentados suicidas são tidos como o cúmulo da barbárieGrégoire Chamayou