O Nepal está pagando o preço por uma crise climática que não causou
Quem paga quando os países menos responsáveis pela crise climática sofrem perdas catastróficas?

Quem paga quando os países menos responsáveis pela crise climática sofrem perdas catastróficas?
Como uma sociedade que assume compromissos formais com a igualdade mantém, no interior de suas casas, um regime de segregação baseado na biologia feminina?
O país montanhoso que até ontem estampava revistas de viagem e cartões postais; hoje, ocupa manchetes com tumultos, renúncias de primeiros-ministros e protestos incendiários. O que está acontecendo? Não se preocupe, não pretendo explicar.
O Nepal acaba de anunciar que não tem oito, e sim catorze picos com mais de 8 mil metros de altitude – promessa de um novo fluxo de turistas e de elevação da renda. Nos vales, a expectativa de que os maoistas transformassem a sociedade, porém, foi frustrada. Assim, a população olha menos para os cumes e mais para o exterior
O Nepal teve uma história particularmente agitada a partir da introdução do pluripartidarismo, em novembro de 1990, após três décadas de um regime de democracia dirigida, conduzido pelo rei.