Amazônia, entre o diálogo com o mundo e a urgência climática do século
O mundo precisa compreender que a Amazônia não é um vazio a ser ocupado, mas um território habitado

O mundo precisa compreender que a Amazônia não é um vazio a ser ocupado, mas um território habitado
Políticas públicas sem a participação social desde sua formulação tendem a reproduzir marginalização social e racismo ambiental, pois não incorporam as ideias, visões de mundo e práticas dos principais interessados
Reportagem acompanhou os impactos da monocultura no meio ambiente e na vida dos habitantes da região do Planalto Santareno, no Baixo Rio Tapajós. “A maioria da população é afetada negativamente: aumenta a pobreza, aumenta a miséria, aumenta a fome, a insegurança pública, a violência. Concentra renda, concentra terra e aumentam os impactos negativos na área social”
Lideranças ribeirinhas são ameaçadas de morte ao desafiarem o crime organizado da madeira, a garimpagem e a extração ilegal de recursos em seu território. Ações de proteção territorial são frutos de aliança histórica com os índios Munduruku
A Constituição Federal (art. 51 do ADCT) e a do estado do Pará (art. 15) determinaram a revisão da legalidade das titulações de terras realizadas a partir da metade do século passado, permitindo o combate à grilagem. Passadas duas décadas, nem o Congresso Nacional nem o estado do Pará cumpriram suas obrigaçõesGirolamo Domenico Treccani
Dizem que a mineração traz desenvolvimento e riqueza. Mas, o que se pode constatar é que não é para todos nem por muito tempo. De fato, esta é uma atividade insustentável, uma vez que depende da extração de recursos naturais não renováveisBruno Milanez|Danilo Chammas|Dario Bossi|Julianna Malerba|Márcia Casturino
A exploração de minérios e a destruição de áreas de preservação se tornaram grandes riscos para os Zo’é. Tirá-los dessa situação é um desafio que exige a formulação de políticas públicas capazes de conter o avanço da fronteira econômica, levando em consideração as lições do manejo tradicional