O ciclo democrático que a esquerda construiu e cuja memória foi apagada
A transformação urbana real depende da retomada da mobilização social e da disputa direta pelo controle do orçamento e do território

A transformação urbana real depende da retomada da mobilização social e da disputa direta pelo controle do orçamento e do território
No Brasil, onde asfalto elege e reelege candidatos, o cenário é desalentador, pois a compreensão da importância de “tornar-se um solo esponjoso” terá que lidar com as visões “apaixonadas” de uma superconstrução já anacrônica
Desde a adoção do Programa de Recuperação do Centro Histórico de Salvador, lançado pelo Governo da Bahia em 1992, a lógica da ação institucional esteve voltada a transformar o Centro Histórico numa espécie de shopping a céu aberto. Essa ação abriu portas para um processo violento de controle e expulsão da população negra, além da financeirização do solo ancorado na especulação imobiliária
Desde o começo de 2020, as gravíssimas implicações da pandemia em curso, as previsões de futuras pandemias ainda mais perigosas e os efeitos evidentes dos processos cada vez mais extremos de mudanças climáticas e aquecimento global já indicaram que, sem uma mudança estrutural de paradigmas e comportamentos, a própria sobrevivência da espécie humana no Planeta ficará ameaçada. A magnitude e a gravidade desses fenômenos exigem que repensemos profundamente as condições das relações entre seres humanos e meio ambiente, especialmente nas cidades onde, desde 2008, já vive a maioria da população global