O sequestro do bolsonarismo nas igrejas evangélicas brasileiras
Um dos fenômenos políticos mais bem-sucedidos do bolsonarismo foi sequestrar, ao menos em parte, a voz pública das igrejas evangélicas brasileiras

Um dos fenômenos políticos mais bem-sucedidos do bolsonarismo foi sequestrar, ao menos em parte, a voz pública das igrejas evangélicas brasileiras
As eleições de 2026 mostram uma erosão da vantagem da esquerda em territórios mais católicos, e uma disputa crescente sobre quem pode falar politicamente em nome desse campo religioso
As eleições de 2026 expõem uma tensão entre a expansão de uma identidade política cristã conservadora e a retração eleitoral de representantes religiosos tradicionais. Mais que uma oposição entre fé e política, está em disputa a autoridade para traduzir pertencimento religioso em representação parlamentar
No Brasil, especialmente após a redemocratização, a expansão da presença evangélica na esfera pública e a formação de organizações político-religiosas produziram novas modalidades de articulação entre fé, representação política e disputa institucional
Avaliação do governo em baixa e temperatura morna das campanhas explicam a presença da religião em 2026
Que tipo de escola estamos construindo quando ensinar determinadas coisas exige coragem?
Entre a memória afetiva dos católicos, a disputa por símbolos religiosos e a instrumentalização da fé, a padroeira do Brasil entra na última semana da eleição de 2026
A laicidade não exige que a religião desapareça da vida pública. Ela exige que o Estado não entregue a nenhuma religião o poder de definir, sozinha, a imagem de todos
O pastor utiliza uma estratégia de vitimização e personalização da política para converter sua autoridade religiosa em influência eleitoral direta
Monitoramento mostra como a crise no STF mobilizou profecias, orações e referências bíblicas em defesa do ministro, em um momento de intensificação da mobilização anti-Lula e de novos apoios religiosos a Flávio Bolsonaro
Entre a disputa eleitoral e a vida cotidiana, mulheres cristãs constroem escolhas, agendas e formas próprias de participação política que escapam às caricaturas sobre o chamado “voto religioso”
As movimentações partidárias para o pleito de 2026 revelam a diversidade interna da bancada evangélica, com atuações à esquerda e ao centro, pondo à prova o estereótipo de uma adesão automática à direita