Crise do capitalismo, rentismo e a obstrução da soberania popular
A crise estrutural do capitalismo ultraneoliberal, o avanço do neofascismo e a erosão democrática impõem urgência à análise. Este texto se propõe a uma leitura crítica de um processo histórico em aberto, marcado pela profunda contradição entre capital e trabalho, entre soberania popular e o poder absoluto das finanças. Ancorada na perspectiva marxista da totalidade, a análise compreende a crise em sua articulação entre economia, ideologia, política e cultura (estrutura e superestrutura). O recorte temporal, de janeiro de 2023 a 2025, examina a decomposição democrática após os atos golpistas, percebidos como sintoma de uma crise mais ampla

