A retomada do samba e a alegria como projeto
Se a década de 1970 foi, ao mesmo tempo, o auge da ideologia da democracia racial e o período em que o carnaval se consolidou como a principal vitrine dessa fantasia, seria possível que uma geração de sambistas negros conduzisse – ou fosse conduzida por – um projeto político emancipatório sem que a alegria da festa fosse automaticamente comprometida pelo uso instrumental que o regime militar fazia do carnaval como forma de distração?

