Uberização é escravidão digital
As plataformas retiram todos os direitos trabalhistas; algoritmos substituem patrões enquanto direitos desaparecem na nova lógica do trabalho digital

As plataformas retiram todos os direitos trabalhistas; algoritmos substituem patrões enquanto direitos desaparecem na nova lógica do trabalho digital
Como outros trabalhadores, os jornalistas sofrem com a terceirização de suas tarefas e a degradação de suas condições de trabalho. Ao incentivarem a produção de artigos padronizados, esperados, copiados de agências de notícias, as empresas de mídia facilitaram a substituição dos redatores por executores mal pagos. À espera dos robôs…
Sem a adoção dessa estratégia pela empresa, a jurisprudência no sentido de não reconhecer o vínculo de emprego seria inevitavelmente menor
A algoritmização do trabalho vem rompendo barreiras e aumentando a penetração em diferentes tipos de ofício qualificado, como a psicologia. A urgência está em compreender que as relações de poder e vigilância nessa forma de labor aumentam o caráter explorador e deixa um rastro de precarização
2% do território do município de São Paulo concentra 50% dos pontos de retiradas de bicicletas compartilhadas; acesso às bicicletas e sistema de bonificações privilegiam entregas nos distritos de Pinheiros, Itaim Bibi, Jardim Paulista e Moema
Quando vejo minha mãe hoje, seu corpo destruído pelos quinze anos de trabalho duro numa linha de produção, com dez minutos de pausa para ir ao banheiro de manhã e de tarde, sou tomado pelos resultados concretos e físicos da desigualdade social. Entretanto, mesmo a palavra desigualdade é um eufemismo que obscurece a realidade da violência nua e crua da exploração. Quando uma mulher envelhece, seu corpo revela a verdade da existência das classes
Efeito da financeirização, do EaD e sob ataque dos empresários do setor, professores de faculdades privadas são hoje categoria em extinção. Mas será que queremos uma educação sem professor?
A adoção de uma legislação favorável às empresas-plataforma pode significar o reconhecimento legal da existência de “trabalhadores/as de segunda classe” e consagrar a figura do/a “empreendedor/a de si mesmo”, induzindo ao aumento considerável dessa forma de contratação
Considerável parte dos entregadores do iFood, principalmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, trabalha sob um sistema jagunço, em que banditismo e gestão da força de trabalho se cruzam
Os ganhos sociais, políticos e organizativos do #brequedosapps são bastante sensíveis. Seu movimento deu a partida da revolta e da rebelião contra condições ultrajantes no trabalho que atingem muitos outros setores, incorporando grandes contingentes de trabalhadores e trabalhadoras, e que tenderão a se espalhar ainda mais, se não houver confrontação e resistência. Leia o artigo da série Resistências latino-americanas
Como será o pós-pandemia? As políticas para enfrentar a crise sanitária aceleraram tendências de fundos que atravessam as sociedades e preocupam as populações: incerteza, precariedade, automação voraz, eliminação das relações humanas. No essencial, essa transição para o capitalismo digital será pilotada pelo Estado
Neste sexto episódioda série especial Cidade livre entrevistamos Galo, criador do movimento de Entregadores Antifascistas, e a cientista social Ludmila Costhek Abilio para falar sobre a uberização. Ouça em seu tocador favorito ou em nesta postagem.