Uma nova classe social - Le Monde Diplomatique

MOBILIADADE SOCIAL

Uma nova classe social

por Silvio Caccia Bava
1 de novembro de 2010
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O crescimento econômico dos últimos anos permitiu a melhoria da posição de setores da sociedade. O que isto significa? Criaram-se novas classes sociais? Procuramos um especialista no tema, o sociólogo Jessé de Souza, que nesta entrevista discute o tema e alerta que temos que ver o movimento da sociedade como um todoSilvio Caccia Bava

Le Monde Diplomatique Brasil – A melhoria de renda de uma faixa pobre da população a transforma em classe média?  O que caracteriza esta nova classe média?

Jessé de Souza – Quanto à primeira questão, minha resposta decidida é não. Apenas a melhoria de renda não significa mudança de classe social. Não é por acaso que quase todos associem classe social à renda. Essa associação existe exatamente para que se possa falar de “classes sociais” sem que se compreenda nem um pouco do que elas significam. Isso permite que se fale na esfera pública de “classes sociais” sem que isso provoque qualquer abalo na visão superficial e conservadora do mundo que essa mesma esfera pública veicula. Ela permite também imaginar a sociedade como “ajuntamento de indivíduos” desconexos, sem passado e sem história. Essa é uma concepção absurda e é fácil demonstrar o absurdo dessa concepção.

Imaginemos um professor universitário em início de carreira que ganhe 6 mil reais. Imaginemos em seguida um trabalhador qualificado da Renault no Paraná que também ganhe 6 mil reais de salário líquido. Com toda a probabilidade, essas duas pessoas terão uma condução da vida em todas as dimensões muito diferentes entre si. A mulher ou parceiro que eles vão escolher, a escolha dos amigos, dos interesses de leitura e de diversão, das roupas, dos hábitos de consumo, do tipo de bebida e da comida, enfim, tudo o que faz alguém ser um tipo específico de gente humana. Quando muito essas duas pessoas poderiam conversar sobre futebol entre si. Qual o sentido de se dizer que essas pessoas possuem o mesmo pertencimento de classe por terem a mesma renda? Compreendemos melhor qualquer dessas pessoas a partir dessa associação?

Existe ainda outro motivo que faz a associação entre classe e renda tão popular. Ela permite transformar a produção injusta de indivíduos diferencialmente aquinhoados desde o nascimento – a falácia do “mérito individual” como justificativa da desigualdade – em luta “justa” e meritocrática por melhores salários entre indivíduos que seguem supostamente de um ponto de partida semelhante.

Essa ilusão constrói toda a justificativa de existência do mercado competitivo moderno como instituição “justa” e que se basta a si própria sem precisar, por exemplo, da ação regulatória do Estado.

A adequada percepção das classes sociais, ou seja, a compreensão que existe de uma produção diferencial de indivíduos com capacidades e possibilidades muito diferentes determinadas pelo pertencimento a uma classe específica é, por conta disso, um tipo de conhecimento subversivo da ordem dominante. Ela permite mostrar a falácia do “mérito individual” à medida que o percebe sempre socialmente produzido.

Na nossa primeira pesquisa sobre as classes populares no Brasil, que resultou no livro A ralé brasileira: quem é e como vive, UFMG, 2009, estudamos empírica e teoricamente uma classe social que nunca havia sido adequadamente percebida pelo nosso debate público político. Esse estudo nos mostrou sobejamente que certas qualidades e disposições para o comportamento, inclusive as que são pressuposto inexorável de qualquer sucesso econômico, que todos pensamos serem “naturais” a todos, são, na realidade, produto de privilégios de classe nunca percebidos enquanto tais. Assim, uma adequada “economia emocional” para o sucesso na escola e, mais tarde, no trabalho, a qual requer, por exemplo, dentre outras disposições, disciplina, autocontrole, pensamento prospectivo e capacidade de concentração, é na realidade um “privilégio de berço” de alguns privilegiados.

Sem essa “economia emocional” peculiar, não há apropriação de capital cultural possível. Além do capital econômico herdado em geral por vínculos de sangue, é a incorporação diferencial de capital cultural, como nos ensina Pierre Bourdieu, o fundamento da hierarquia social como um todo, decidindo sobre a apropriação diferencial de todos os bens materiais e ideais pelos quais todos nós lutamos 24 horas por dia. É precisamente o desconhecimento desse fato que marca o conservadorismo profundo das ciências sociais dominantes no Brasil até hoje perpassadas pelo paradigma anacrônico e superficial do “jeitinho brasileiro”, do “patrimonialismo”, da herança pré-moderna portuguesa etc.

Em todas essas versões, a atenção exclusiva ao “capital social em relações pessoais”, que é realmente importante nas relações pessoais, mas secundário em relação aos capitais impessoais expostos acima, esconde as bases reais de todo poder e privilégio social, aqui e em qualquer parte do mundo. Afinal, não existe ninguém que tenha acesso a relações pessoais importantes sem ter “previamente” acesso privilegiado ao capital econômico ou cultural. Ou o caro leitor conhece tal indivíduo? Existe, estou convencido, um acordo profundo entre essa concepção superficial da realidade e o costume de associar classe à renda. As duas servem ao mesmo fim: encobrir as reais causas do privilégio social injusto.

No estudo sobre a “ralé”, termo que usamos provocativamente num país que nega e eufemiza patologicamente todos os seus conflitos, vimos, por exemplo, que não era a falta de escola que condenava a ralé ao fracasso escolar, mas a falta de certas “disposições de classe”, como a “falta de capacidade de concentração”. Em incontáveis entrevistas em profundidade, tínhamos o relato repetido de jovens que fitavam o quadro negro por horas a fio sem conseguir “aprender”. Ao conviver com a família desses jovens, vimos que os pais nunca liam um jornal ou revista e sempre brincavam com os filhos com o carrinho de mão de pedreiro e coisas semelhantes. Como todos nós nos formamos como pessoa “afetivamente”  pela imitação de quem e daquilo que amamos, o que o pai ensinava aos filhos era o destino de serem trabalhadores manuais sem qualificação. Ao contrário das famílias de classe média, em que os pais leem jornais ou romances, o tio fala um bom inglês e é admirado por isso, a mãe conta histórias cheias de fantasia aos filhos antes de dormir; o cotidiano dessas famílias desprivilegiadas era exatamente o oposto. Ainda que a mãe dissesse “da boca para fora” que a escola era a coisa mais importante da vida, de que esse testemunho serve sem o exemplo prático dos bons efeitos da escola? Se a escola que a mãe tinha frequentado alguns anos nada tinha feito de bom para ela? A partir dessa herança tão desigual de disposições e capacidades, uma classe já chega “vencedora” na escola, enquanto outra já chega predestinada ao “fracasso”. Pergunto-me, caro leitor: o que isso tem a ver com “mérito individual”? O costume de associar classe à renda e encobrir a incorporação dos capitais sociais impessoais nos cega a toda essa realidade. Os problemas estruturais da “ralé” são esquecidos por uma discussão fragmentada na qual essa classe “aparece” pelas suas “pontas do iceberg”: como “indivíduos” carentes ou perigosos, dignos de pena ou de ódio.

Sem essa divagação sociológica preliminar, não compreendemos por que a “nova classe média” é percebida com tanto triunfalismo entre nós. Interessa – do mesmo modo que se nega a “ralé” – perceber só o aumento do consumo e pensar o Brasil se tornando uma social democracia europeia em que a classe média, e não mais os pobres e excluídos, forma a espinha dorsal da estrutura social.

Negação e distorção da realidade são partes de um mesmo movimento. Na nossa pesquisa empírica e teórica sobre a “nova classe média”, recém- publicada, Os batalhadores brasileiros: nova classe média ou nova classe trabalhadora?, UFMG, 2010, encontramos um quadro muito diferente.

A “nova classe trabalhadora” brasileira – chamada impropriamente de “nova classe média” – parece se definir como uma classe social com relativa pequena incorporação dos capitais impessoais mais importantes da sociedade moderna, capital econômico e capital cultural, o que explica seu não pertencimento a uma classe média verdadeira, mas, em contrapartida, desenvolvendo disposições para o comportamento que permitem a articulação da tríade: disciplina, autocontrole e pensamento prospectivo. Essa tríade perfaz a “economia emocional” necessária para o trabalho produtivo e útil no mercado competitivo capitalista, o que separa essa classe do destino dos excluídos brasileiros que comentamos.

Sem socialização anterior de lutas operárias organizadas, disponíveis para aprender todo tipo de trabalho e dispostas a se submeter a praticamente todo tipo de superexploração da mão de obra, essa nova classe social logrou ascender a novos patamares de consumo a custo de extraordinário esforço e sacrifício pessoal.

A denominação “nova classe média” é infeliz, posto que quer dar a impressão que estamos nos tornando aquilo que nós não somos: uma sociedade em que a classe média é o estrato dominante e os pobres são segmentos marginais. Infelizmente, esse não é o caso.

A nova classe dinâmica do capitalismo brasileiro trabalha de 10 a 14 horas por dia, tem dois ou mais empregos, estuda a noite enquanto trabalha de dia e vive para trabalhar e para consumir um pouco daquilo que não podia antes. Ao contrário da maioria da “ralé” essas pessoas vêm de famílias estruturadas com forte ética do trabalho duro e da perseverança. Ao contrário da classe média real, por outro lado, eles possuem pouco capital cultural incorporado, o que a faz portadora de um estilo de vida e de um padrão de consumo que nada tem a ver com a classe média estabelecida. Eles parecem ser muito mais a nova classe trabalhadora do capitalismo flexível, que superexplora sua mão de obra aqui, na índia, na China e em outros países emergentes sem sequer ter gastos com controle e supervisão do trabalho. O regime de trabalho é como se fosse o de uma grande fábrica a céu aberto, sem capataz nem supervisor, já que o próprio trabalhador pensa ser autônomo e livre.

Uma adequada compreensão dessa “nova classe trabalhadora” supõe compreender também as bases materiais e simbólicas (de justificação e elogio da ordem estabelecida) do novo tipo de capitalismo “flexível” que a dominação financeira criou no mundo “emergente”.

A percepção das ambiguidades e das contradições é o que separa a ciência da ordem da ciência crítica. O termo “nova classe média” maquia o sofrimento e a dor da superexploração desse novo regime de trabalho.

 

Diplomatique – Uns dizem que o conservadorismo, o moralismo, a religiosidade, a busca  pela segurança são elementos que compõem o universo de valores das classes médias. Numa visão antropológica da questão, existe uma classe média no Brasil? Ou existem várias? O que tem de novo nesta nova classe média? De que maneira as classes médias constroem sua identidade, suas aspirações? Como se expressam politicamente?

Jessé – Não existe classe social conservadora em si. Na verdade, as classes médias são “construídas” historicamente e manipuladas politicamente de modo muito diferente e peculiar em cada caso específico.

Como, ao contrário das classes altas que monopolizam o capital econômico, as classes médias se formam pela apropriação privilegiada do capital cultural – por exemplo, sob a forma de conhecimento técnico indispensável para a reprodução do mercado e do Estado – as classes médias fazem parte da fração dominada das classes dominantes.

São classes que possuem um interesse material e ideal na reprodução da ordem que as privilegia. Mas o tipo de capital cultural apropriado, por exemplo, se ele é literário e crítico, por oposição ao instrumental e técnico, influencia muito na forma de perceber e atuar no mundo.

No Brasil, a classe média tradicional, como os profissionais liberais clássicos que se percebem apenas como “pagadores de impostos”, ou a “tropa de choque” do capital, como os engenheiros, administradores e técnicos de todos os matizes, além de muita gente ligada aos setores economicamente ascendentes, como o agronegócio, tende a ser conservador e irresponsável socialmente por uma série de motivos que vale a pena elencar.

Em primeiro lugar, é preciso relevar, o que se faz muito poucas vezes, a extraordinária influência dos intelectuais para a riqueza ou pobreza de um debate público, que vai depois perpassar todas as mídias e todas as pessoas.

A ciência – e os cientistas e os intelectuais como consequência – é a herdeira secular do enorme prestígio que a religião e os líderes religiosos tinham no passado. Não existe nenhum partido nem nenhuma opinião veiculada pela mídia de qualquer espécie que não tenha sido antes ideia de um especialista científico ou de um intelectual proeminente. Isso dito e compreendido, é importante dizer também que as “ideias” não fazem o mundo ao seu bel prazer. As ideias precisam, em todos os casos, estar associadas a poderosos interesses práticos – normalmente econômicos e políticos – para exercer  alguma influência sobre o comportamento prático das pessoas comuns.

Eu tenho defendido que o conceito-chave para a compreensão da pobreza e da miséria do debate público brasileiro é o tema do “patrimonialismo”. Toda a tradição dominante das ciências sociais brasileiras nasce de Sérgio Buarque. Foi ele, afinal, que tomou o “mito nacional” do brasileiro emotivo e sentimental de Gilberto Freyre e simplesmente, mantendo todos os seus pressupostos duvidosos, inverteu o sinal “político” e interpretou essa herança, ao contrário de Freyre, como nosso “mal” cultural maior.

O interessante é que ser “homem cordial”, o mesmo brasileiro do “jeitinho”, de um DaMatta de hoje, parece se “consolidar” institucionalmente apenas no Estado corrupto. Esse fato, nunca explicado, já que o homem cordial deveria ser inconfiável em todas as esferas, adquire ainda maior seletividade em todos seus continuadores, como Raymundo Faoro, Fernando Henrique, Simon Schwartsman, Roberto DaMatta e, de resto, a imensa maioria da inteligência brasileira.

Por que olhos tão seletivos? Por que a oposição simplista entre mercado virtuoso contra Estado corrupto vai ser o pão de cada dia da imprensa, do debate científico, do debate público e de partidos políticos como o PSDB, que transformou a tese do patrimonialismo em sua bandeira central?

Que a última crise tenha mostrado a falsidade desta oposição simplista não retira sua validade “afetiva”. Afinal, dizer que o mercado é apenas “virtuoso” e o Estado, politiqueiro e corrupto desconhece que praticamente toda a grande corrupção estatal tem sua base no mercado e que o mercado funciona com base em atividades ilegais e imorais sempre que isso for possível e der maior lucro. Que os grandes bancos americanos tenham maquiado o balanço de incontáveis empresas nos últimos anos e até de países como a Grécia para obter lucros fantásticos é uma fraude de proporções planetárias mostrada no mundo todo, mas aqui continuamos repetindo a cantilena da corrupção apenas estatal. É uma tese infantil, falsa e contra todas as evidências empíricas, mas quando todos a repetem ela se torna verdade imposta.

A visão que defende que a corrupção estatal é o grande problema brasileiro e a causa de todos os nossos males cumpre a função principal de defender os interesses mais particulares da sociedade – o interesse dos grandes financistas e empresários – em interpretar a reprodução social sob a forma amesquinhada da reprodução do mercado, travestindo-os de interesses universais. Afinal o combate à corrupção estatal seria do interesse de todos. Quem fala nesse mote gosta de manter uma “pose” de quem critica algo importante. O “charminho pseudocrítico” dessa tese vem precisamente dessa falsa universalização de um interesse particular.

A balela do “patrimonialismo estatal” cumpre ainda outra função manipuladora importante, especialmente em épocas de eleição como agora.

O elogio do mercado virtuoso “convida” o cidadão comum a se identificar afetivamente com ele, afinal ele é percebido como a virtude enquanto tal, contra o mal personalizado no Estado politiqueiro. Assim, o “mal” está sempre longe de nós, em “Brasília”, e o escândalo e a culpa são sempre alheios. Afinal, “deseja-se” acreditar naquilo que nos absolve de qualquer responsabilidade social.

É essa necessidade infantil e irracional o mote do patrimonialismo. Por conta disso, ele é, em grande medida, infenso à análise racional. Ela cumpre a função de satisfazer uma necessidade social fundamental em sociedades conservadoras como a nossa: a de transformar setores sociais egoístas e indiferentes à dor e ao sofrimento alheio em campeões da moralidade e do bem! Por conta disso, os suportes sociais típicos dessa tese falsa e infantil são precisamente as classes médias que exploram o trabalho barato das classes oprimidas e mantêm ainda a boa consciência de quem acredita estar lutando a favor da moral e dos bons costumes.

As falsas questões, no entanto, estão sempre no lugar de questões verdadeiras de modo a evitar que essas últimas sejam sequer percebidas e discutidas. Quase 70% do PIB nacional é ganho de capital (lucro e juros). Os pouco mais de 30% restantes são divididos entre nós, meros mortais que vivemos de salários. Nas sociedades europeias, essa relação é inversa. A balela do mercado virtuoso e do Estado corrupto permite que “esse escândalo” – este sim verdadeiro e de alcance universal – jamais seja percebido ou discutido enquanto tal.

Outro “escândalo” real e não fabricado é o Brasil possuir cerca de 1/3 de sua população sem qualquer chance de participar do mercado competitivo ou de defender seus interesses de longo prazo na política e na esfera pública. Esses são escândalos reais que sequer chegam a ser debatidos em eleições como a que acabamos de testemunhar.

Quem determina a “pauta” das eleições não tem qualquer interesse nesses debates reais e que atingem a vida concreta de dezenas de milhões de brasileiros. É essa, a meu ver, a única função verdadeira da tese do “patrimonialismo estatal”: construir falsas oposições, como entre mercado virtuoso e Estado corrupto, para ocultar conflitos e contradições reais.

Por conta disso, somos uma sociedade mesquinha que se imagina singularmente generosa. Daí vem o conservadorismo político de nossas classes médias tradicionais. Esperemos dados mais confiáveis do recente pleito para podermos analisar também o comportamento da “nova classe trabalhadora” que se quer ver como “nova classe média”. O futuro não só econômico, mas também político do Brasil contemporâneo depende da inclinação dessa nova classe dinâmica e cada vez mais numerosa.

Silvio Caccia Bava é diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil.



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