Uma reflexão sobre os desafios da construção do feminino nas telenovelas

Feminismos transnacionais

Uma reflexão sobre os desafios da construção do feminino nas telenovelas

por Rosane Svartman
23 de setembro de 2020
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As telenovelas precisam acompanhar a sociedade e continuar dialogando com valores, práticas, ativando discursos do público para sobreviver. Portanto, devem oferecer ao espectador cada vez mais narrativas, tramas, atores que possam criar identificação, diálogo, sintonia com a atualidade

Sua Vida me Pertence é considerada a primeira telenovela brasileira. Estreou em dezembro de 1951, pouco mais de um ano depois da inauguração da TV Tupi São Paulo e meses depois da inauguração da TV Tupi Rio de Janeiro pelo magnata da mídia Assis Chateaubriand. Nascido em Campinas, descendente de alemães, Walter Forster escreveu, produziu, dirigiu e ainda atuou na telenovela ao lado de Lia de Aguiar e Vida Alves. Juntos, ele e Vida protagonizaram o primeiro beijo de novela da história da televisão.

Foram muitas as dificuldades que Walter Forster enfrentou para aprovar a ideia do beijo. De acordo com Vida Alves (2008) o próprio diretor-geral da TV Tupi, Costalima, era contra, mas um dos grandes argumentos do autor, produtor, diretor e ator da obra era que nos filmes americanos isso já acontecia. Costalima, porém, ponderava que não só o público brasileiro era diferente do americano como também pesava o fato de que o programa seria exibido nos lares brasileiros, na sala de jantar e não em um cinema que possui, entre outras características do dispositivo, a sala escura. Depois de ter envolvido toda a diretoria da TV Tupi e de Vida Alves ter conversado com o marido, um engenheiro italiano, o beijo foi aprovado.

Apesar de ser casto, de acordo com o pesquisador Mauro Alencar (2002) o beijo gerou protestos de todos os tipos contra a imoralidade que ameaçava os lares do país. A própria Vida Alves (2008) relembra a repercussão do fato, “Algumas pessoas ficaram alvoroçadas. Escandalizadas. Outras apenas caladas. Outras assustadas. Uma coisa importante tinha acontecido, disso todos sabiam” (p. 115). Esse foi o primeiro beijo romântico de muitos no produto que se tornou carro-chefe da televisão brasileira e a narrativa audiovisual mais popular do Brasil.

Um beijo dificilmente escandalizaria hoje em dia o telespectador de uma telenovela. Esse episódio ilustra como desde o seu princípio a telenovela recebeu a influência direta das diversas mudanças da sociedade brasileira ao longo das últimas décadas. O público é o grande agente transformador dessa narrativa.

De acordo com Eneida Nogueira,[i] diretora de pesquisas da Globo até 2017, “Não são as pessoas que assistem à televisão. É a televisão que assiste à sociedade. O que funciona na televisão é aquilo que a sociedade quer ver. Um alimenta o outro”. Para ela, um autor de teledramaturgia tem a capacidade e sensibilidade de captar o que está latente: “Não é alguma coisa que todo mundo já saiba, porque aí não causa nenhuma admiração, mas também não pode ser alguma coisa que esteja muito longe, senão as pessoas não reconhecem. O segredo é esse momento de latência.” É preciso entender os limites e as fronteiras morais e éticas desse telespectador sem necessariamente julgá-lo, mas para dialogar com ele através da teledramaturgia. Quando a obra é percebida como reativa ao que o espectador acredita e depositária, impondo um único ponto de vista, o espectador rejeita a telenovela desligando ou trocando de canal. Por conseguinte, a sociedade brasileira de 1951 buscava ver um beijo na televisão; a prova disso é que a telenovela foi um sucesso de audiência na época, mesmo que uma grande parcela do público tenha visto para então criticar a obra – o que é uma forma de diálogo.

Existem diversos exemplos de telenovelas que foram rejeitadas pelo espectador e o que elas têm em comum é justamente não estarem em sintonia com os costumes, as práticas, os pensamentos da sociedade na época – o que não significa, como foi apontado no caso de Sua Vida me Pertence, apenas narrar o presente, e sim também vislumbrar a direção para o qual o ethos da sociedade está se encaminhando – o que ela quer ver e precisa debater, ou seja, o que está latente.  Em O Dono do Mundo, novela escrita por Gilberto Braga que estreou em maio de 1991, a rejeição à mocinha Márcia, vivida pela atriz Malu Mader, fez o autor reformular toda a trama. Gilberto Braga é conhecido por discutir a moral e a ética da sociedade também em obras como Vale Tudo (1989) e Pátria Minha (1994), que com O Dono do Mundo compõem uma trilogia. Em entrevista ao livro organizado por Fiuza et al (2008), Gilberto Braga revela que a pesquisa qualitativa da telenovela mostrou que o público considerou que a mocinha foi leviana por se deixar seduzir pelo protagonista de moral duvidosa. Os primeiros capítulos da novela giravam em torno de uma aposta. O protagonista, Felipe Barreto, vivido por Antônio Fagundes, apostou que conseguiria tirar a virgindade da mocinha, noiva de um funcionário seu, antes de seu futuro marido. Ele ganha a aposta e o noivo traído se mata. Gilberto Braga comenta que considerou a história muito forte, embora totalmente errada como telenovela porque era cruel, muito penosa para o espectador. E em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo,[ii] a atriz Malu Mader atribuiu a rejeição à falta de consonância da telenovela com a sociedade conservadora e preconceituosa da época e conta que foi difícil seguir um caminho diferente do que ela e a equipe já haviam planejado.

Em uma televisão comercial, a baixa audiência pode fazer um programa sair do ar. No caso de uma telenovela, é preciso levar em consideração o grande investimento que esse formato demanda – contratação de atores, equipe, construção de cenários. A primeira alternativa, portanto, é modificar a obra para que volte a agradar à audiência. Porém, um autor que busca apenas agradar ao público e escreve com uma espécie de autocensura dificilmente conseguirá oferecer ao espectador um diálogo instigante.

Eneida Nogueira observa que a definição do que é uma mocinha popular, ou uma heroína, se transformou, principalmente nos últimos dez anos. Para a protagonista da atualidade, o romance não pode ser o único valor; ela também precisa se realizar individualmente, por exemplo, na profissão. “As pessoas não querem mais só se identificar, elas querem se inspirar também”, observa Eneida. A mocinha da telenovela precisa acompanhar as transformações, lutas e conquistas das mulheres da contemporaneidade. Em Totalmente Demais (2016), que escrevi com Paulo Halm, a mocinha ficou entre dois amores até a reta final da telenovela, gerando até uma votação online entre os espectadores no programa de variedades Fantástico, exibido no dia anterior ao capítulo final. Mas grande realização pessoal da mocinha não foi a amorosa e sim profissional: ela se torna uma modelo de sucesso, superando traumas e ajudando a sua família.

Quando escrevo uma telenovela, sempre procuro temas que de alguma forma despertam meu interesse por serem prementes e relevantes naquele momento na expectativa de que o espectador também fique mobilizado. No caso de Totalmente Demais, por exemplo, alguns temas que abordamos foram: violência urbana, orientação sexual, preconceito, paternidade, esporte como superação, pedofilia, adoção, empoderamento feminino. A construção da personalidade, do entorno, da necessidade e dos objetivos da protagonista feminina também é feita de acordo com a minha percepção do momento atual.

(João Cotta / TV Globo/Divulgação)

As duas novelas que assino com Paulo Halm, Totalmente Demais e Bom Sucesso, têm protagonistas femininas absolutas. Eliza e Paloma existem desde da pré-sinopse, de minha autoria, onde a história principal é delineada. Eu me inspirei nas mulheres a minha volta, em personagens do meu repertório de leitura, do cinema e teatro, em pesquisas, em mulheres que eu gostaria de me tornar. As duas são batalhadoras, superam obstáculos, aprendem que é possível se transformar e principalmente, se reinventar. Não são perfeitas, elas erram e aprendem com seus erros. Eliza é jovem, ingênua apesar de aguerrida, e vai aprender que pode construir seu próprio destino. Paloma já é mãe e chefe de família, uma mulher que acha que a vida não vai lhe dar uma chance de um dia realizar seus sonhos. Através de um golpe do destino, assim como Eliza, Paloma também vai entender que pode sim trilhar um caminho novo. As atrizes que deram vida a Eliza e Paloma, Marina Ruy Barbosa e Grazi Massafera, escolhidas com a direção e a empresa, enriqueceram com seu talento e carisma as personagens. Como a novela é uma obra aberta, passamos a escrever para elas. A identificação com estas protagonistas e o interesse pelos temas abordados dentro da narrativa melodramática, tornou as telenovelas sucessos de audiência. Por exemplo, em 2015 e 2016, Totalmente Demais obteve uma média de 28 milhões de espectadores por minuto e um alcance diário de 40 milhões de espectadores no Brasil.[iii] A edição especial da novela, durante o período da pandemia em 2020, trouxe índices de audiência ainda maiores.

Eu procuro trabalhar com uma equipe de autores com trajetórias diversas que traga novos olhares para a trama; todos contribuíram em um segundo momento na construção destas e de outras personagens femininas das novelas que escrevi com Paulo Halm. São personagens que surgem com o objetivo de contrapor ou reforçar características das protagonistas ou ainda para enriquecer o mosaico sempre imperfeito de representatividade feminina em uma telenovela. Neste sentido, a escalação de atores tem uma grande influência e pode alterar a personalidade de algumas personagens através da troca entre a atriz, os autores e a direção.

Fiske (1987) pondera sobre a ativação dos discursos do público através do conteúdo televisivo. Quanto mais subsídios a obra oferecer para que esse fenômeno ocorra, maior será a conexão do público com a obra, já que este sempre lerá a telenovela a partir de seus próprios textos, repertório e experiências, de acordo com o momento histórico cultural. O poder, portanto, sempre estará com o público. Os próprios espectadores também produzem textos segundo suas experiências pessoais e também em resposta a outros telespectadores. A Central de Atendimento ao Telespectador (CAT) da TV Globo foi criada na década de 1980 e funcionou até 2020. O espectador podia entrar em contato pelo telefone ou, já na década de 2000, por e-mail. A CAT recebia manifestações do público tais como críticas, elogios, sugestões, denúncias e informações variadas sobre a programação. A grande maioria dos espectadores interage pelas redes sociais, mas a emissora manteve, por quase 40 anos, a central de atendimento para aqueles que preferiam esse meio de contato. Essas manifestações não aparecem nos perfis das redes sociais da emissora; para se ter acesso a esses textos, a CAT precisa compartilhar as informações.

Durante a temporada de Malhação Sonhos (2015-2016), que também assinei com Paulo Halm, a CAT entrou em contato comigo para relatar uma mensagem que emocionou a atendente e sua supervisora. A trama, secundária à história principal, inspirada na história real de uma pessoa muito próxima, era a de uma professora severa e determinada chamada Lucrécia que criou a filha adolescente problemática sozinha e que se descobre com câncer de mama. Ao longo de alguns meses, a narrativa acompanhou a descoberta, a negação e então o tratamento e a superação da personagem e de sua família. A luta contra a doença ao longo da temporada obteve grande repercussão entre os espectadores. Abaixo, a mensagem recebida pelo CAT em 10 de abril de 2015:

Sou uma grande fã de Malhação! Pois é, ao longo dos meus 26 anos, eu vi todas as temporadas. Mesmo com críticas, dizem que sou velha para assistir… Bem, já vi todas as histórias possíveis, mas a de hoje tocou bem fundo, mesmo já sendo um assunto falado anteriormente. Tem 17 anos que minha mãe teve câncer e há um ano ele “voltou” com força. Há 4 meses, minha mãe fez uma cirurgia para retirada do seio esquerdo, foi um dia pesado. E, hoje, eu revivi, em Malhação, perfeitamente aquele dia de uma forma mais leve. Enfim, os autores, por mais que já escutem isso, devem se sentir felizes por conseguirem retratar algo tão doloroso de uma forma leve e com um amor sem fim. Parabéns aos artistas que entregaram a alma por esse papel, pois é preciso. Dizem por aí que “a arte imita a vida”, mas bem acho que é a arte que ajuda a gente a encarar a vida. [iv]

Como autora, gravei um depoimento para ser enviado à telespectadora, assim como fez Helena Fernandes, a atriz que interpretou Lucrécia, agradecendo a mensagem. Além disso, fizemos uma homenagem na telenovela, citando parte do texto da mensagem como se fosse de uma amiga da personagem. No entanto, a cena que gerou mais repercussão dessa trama da luta de Lucrécia contra o câncer de mama e que trouxe uma nova dimensão à relação intertextual com o espectador, foi a em que a atriz Helena Fernandes faz o autoexame diante do espelho. A cena do autoexame foi pensada para ir ao ar justamente em outubro, quando ocorre o movimento mundial Outubro Rosa, para conscientizar a população sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama e para compartilhar informações sobre a doença.

Os comentários nas redes sociais durante o programa refletiram de forma intensa posicionamentos opostos. Enquanto alguns criticavam de forma agressiva, com palavrões e xingamentos a cena ou ironizavam a nudez no horário vespertino, outros apoiaram de forma veemente a iniciativa. Essa cena ganhou uma grande repercussão também em blogs e sites especializados em crítica televisiva.[v], [vi] Entre eles, Notícias da TV, site ligado ao portal UOL Notícias, um dos principais e mais populares do país. O título do artigo era: “Globo exibe seios em Malhação às 17h24 e choca telespectadores”.[vii] Na matéria, o jornalista Daniel Castro escreve que a cena “impressionou telespectadores nas redes sociais”, mas observa que a Classificação Indicativa permite nudez à tarde desde que sem apelo sexual. Como a matéria só foi publicada no dia seguinte, os comentários dos leitores ao artigo não foram escritos sob o impacto da cena. As respostas e reflexões são mais elaboradas. Mesmo assim, como nas redes sociais, o público estava claramente dividido.

As trocas entre o espectador e a emissora – ou os produtores de conteúdo – sempre existiram ao longo da trajetória da televisão brasileira, mas as ferramentas sociais adensaram e amplificaram essa prática. Estudar essa produção é uma forma de acessar significados dessa circulação e mobilização. Por exemplo, o porquê de essa cena incomodar tanto. Como já foi observado, a narrativa da telenovela dialoga com a sociedade, com questões e conflitos da atualidade. A polarização moral e política é uma dessas questões.

Paula Sibilia (2015) faz uma reflexão sobre certas transformações históricas e sociais ocorridas nos últimos séculos na sociedade ocidental e as mudanças no olhar em torno da nudez feminina. O que é obsceno na nudez se modifica de acordo com o momento histórico. O olhar em relação à nudez feminina se transformou, mas ainda reúne na atualidade diferentes disputas, conflitos e principalmente, contradições. A internet se transformou no espaço da libertação dos corpos, onde a nudez erotizada e movimentos de “despornificação” do olhar se encontram, mas é também nela e através de redes e ferramentas sociais que a audiência se manifesta, como por exemplo nos casos comentados neste texto.

Uma telenovela tem o desafio e a vocação de dialogar com a sociedade criando a identificação com tramas, práticas, personagens para trazer a reflexão sobre temas prementes, cotidianos, além de informação, diversão, fantasia, descompressão e inspiração. Para Hamburger (2011), a novela se torna palco privilegiado para a problematização de interpretações do Brasil por ter a capacidade de fazer crônicas do cotidiano com base em conflitos de gênero, geração, classe e região. Mas apesar da aproximação e sintonia das telenovelas com a sociedade, é preciso ter um olhar crítico quanto à real representatividade do cotidiano e da sociedade brasileira pelas telenovelas. Por exemplo, em seu documentário A Negação do Brasil (2000), o cineasta Joel Zito Araújo demonstra como a realidade é distorcida em diversas obras e como até mesmo em adaptações literárias os personagens são “embranquecidos”. Ele cita, por exemplo, a novela Escrava Isaura, em que a personagem principal, filha de uma negra e um branco, é vivida por Lucélia Santos, uma atriz branca, fugindo da descrição da personagem na obra original. Recentemente, em Segundo Sol, de autoria de João Emanuel Carneiro e direção de Dennis Carvalho, foi questionada a escalação de uma maioria de atores brancos para uma novela passada em um dos estados com maior número de pessoas de se declaram pretas e pardas no Brasil.

As telenovelas precisam acompanhar a sociedade e continuar dialogando com valores, práticas, ativando discursos do público para sobreviver. Portanto, devem oferecer ao espectador cada vez mais narrativas, tramas, atores que possam criar identificação, diálogo, sintonia com a atualidade. Nesse sentido, para continuarem relevantes precisarão absorver em suas narrativas as lutas identitárias buscando mais diversidade e representatividade, as causas feministas, assim como todo debate e polarização que essas questões trazem, por exemplo. Esse diálogo com a sociedade é a chave para sobrevivência das telenovelas, uma narrativa com quase 70 anos de existência, um fenômeno brasileiro, que cria um laço social entre diferentes realidades do país.

 

Rosane Svartman é doutora em Comunicação – Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela é responsável pela direção de filmes de longa metragem tais como “Como Ser Solteiro” (1998, prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília e do Público no Festival de Cinema Brasileiro de Miami), cujo roteiro é de sua autoria, “Mais Uma Vez Amor” (2005), “Desenrola” (2011, vencedor do 9th Cine Fest Petrobras Brasil – NY), com roteiro de sua co-autoria, e “Tainá 3” (melhor filme estrangeiro Mill Valley Film Festival 2012, Prêmio do público Festival de Milão 2013). Como dramaturga, escreveu as seguintes peças: “Mais uma vez amor”, direção Ernesto Piccolo com diversas montagens comerciais no Brasil e Portugal, “O pacto das Três Meninas”, direção de Ernesto Piccolo 2011, “Anhos Urbanos”, direção Isabel Diegues 2007. Dirigiu, com Lirio Ferreira, a adaptação do filme “Eu te Amo”, de Arnaldo Jabor para o teatro em diversas montagens. Como escritora, tem livros infantis lançados pelas editoras Jorge Zahar: “Melhores Amigas” (2006) e “Onde os Porquês Tem Resposta” (2003). Pela editora Nova Fronteira publicou o livro “Desenrola” (2011). Dirigiu para o canal GNT as séries, “Quando Éramos Virgens” (2006 – A editora Casa da Palavra publicou o livro, de mesmo nome) e “Paidecendo no Paraíso”, para o Multishow duas temporadas da série “Claro que é Rock”, para o Canal Futura duas temporadas da série “Não é o Q Parece”, entre outros trabalhos. Para TV Globo, dirigiu os seriados “Casseta e Planeta”, “Garotas do Programa. Como redatora final trabalhou nos seguintes programas da TV Aberta: “Dicas de um Sedutor” (2008), “Malhação: Intensa como a Vida” (2012/3- indicada ao Emmy Digital), “Malhação Sonhos”(2014/5 indicada ao Emmy Kids e ao Emmy Digital) e a novela “Totalmente Demais” (2015/6 Indicada ao Emmy Internacionald e Melhor Telenovela). Em 2020, escreveu a novela Bom Sucesso para a TV Globo e finaliza para o cinema a adaptação de “Pluft, o fantasminha” texto clássico para crianças de Maria Clara Machado, uma produção em 3D com previsão de lançamento para… quando os cinemas reabrirem.

 

Bibliografia

 

ALENCAR, M. A Hollywood Brasileira: Panorama da Telenovela no Brasil. Rio de Janeiro: Senac Rio, 2002.

ALVES, V. TV Tupi, uma linda história de amor. Imprensa oficial do estado de São Paulo, Coleção Aplauso. São Paulo, 2008.

FISKE, J. Television culture. Londres/Nova York: Methuen, 1987.

FIUZA, S. et al. (Coord.). Autores: História da Teledramaturgia. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2008. 2 v

HAMBURGER, E. Telenovelas e Interpretações do Brasil. In: Lua Nova, São Paulo, 82, p. 61-86, 2011.

NOGUEIRA, E – Diretora de pesquisa da TV Globo entre 1998- 2017, entrevista 17 de julho de 2018.

SIBILIA, Paula. A nudez autoexposta na rede: deslocamentos da obscenidade e da beleza? In: Percursos digitais: corpos, desejos, visibilidades Cad. Pagu (on-line) 2015, n 44, pp. 171-198

[i] Entrevista concedida à autora em 19 de julho de 2018.

[ii] Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/noticias/televisao,malu-mader-relembra-reacao-conservadora-do-publico-em-o-dono-do-mundo,1582226. Acesso em: 25 de novembro de 2018.

[iii] Informações da TV Globo/Ibope divulgadas durante o International Emmy Awards 2017.

[iv] Depoimento de espectadora do Rio de Janeiro, compartilhado pelo CAT.

[v] Disponível em: https://portal4.wordpress.com/2014/10/09/globo-alerta-sobre-o-cancer-de-mama-em-malhacao/. Acesso em: 8 de agosto de 2016.

[vi] Disponível em: http://zamenza.blogspot.com.br/2014/10/malhacao-sonhos-ousa-e-acerta-ao.html#.VDwxk7I9CUU.twitter. Acesso em: 8 de agosto de 2016.

[vii]Disponível em:  http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/globo-exibe-seios-em-malhacao-as-17h24-e-choca-telespectadores-5122. Acesso em: 8 de agosto de 2016.



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