A violência como método
Sigo lutando pela responsabilização do agressor e dos parlamentares que instrumentalizam seus mandatos para perseguir a nós, educadores
Sou Andrei Pereira Dorneles, professor de Artes na Escola de Educação Básica Muquém, em Florianópolis. Escrevo em primeira pessoa porque o que relato não é uma abstração: é o cotidiano de quem decidiu defender uma educação pública laica, democrática e inclusiva em um dos estados onde a extrema direita tem feito da escola um campo de batalha. Fui vítima de agressão física, sofri lesão corporal, ameaças de morte, calúnias, difamações e um linchamento virtual que ultrapassou os muros da escola. O agressor responde a processos movidos por mim por lesão corporal, calúnia, difamação e desacato. Nas redes sociais e em espaços públicos, parlamentares utilizaram suas figuras institucionais para engrossar ataques, alimentar desinformação e estimular discursos de ódio. A violência não foi um ato isolado: foi articulada, incentivada e politicamente explorada. Antes de me atingir, o mesmo agressor já havia atacado a orientadora educacional da escola, a professora Juliana Andózio. Em…


Lamentável que a figura do Professor no Brasil seja tão desrespeitada, violada e transformada em inimigo da sociedade. A criminalização do ato de ensinar é uma barbárie neste pais.