E agora, o que fazer com o caos planetário? Continuar como antes ou romper com os dogmas neoliberais que conduziram a negligenciar as necessidades básicas da população, começando pela saúde? A pandemia de Covid-19 convida a pensar numa sociedade que respeite os equilíbrios ambientais e esteja à altura dos desafios climáticos. Ela também alerta para os perigos em termos de liberdade individual colocados pelas políticas desenvolvidas durante o estado de emergência, situação da qual a Suécia configura uma notável exceção. A pandemia exige, principalmente, nunca mais deixar o mercado agir sozinho e, desde já, ser imaginativo para absorver seu custo e não poupar os mais ricos de pagar pela recuperação, como parece ser o caso do Brasil. Por aqui, a ameaça de ruptura institucional é cada vez mais real. Adotando uma postura que parece sem sentido, o governo Bolsonaro aposta no caos para manter mobilizadas suas bases e criar situações que justifiquem medidas de emergência para ampliar seu poder. Em meio a isso, o presidente resiste como pode a pagar o tímido auxílio emergencial de R$ 600 para as pessoas mais vulneráveis, conquista que poderia se configurar uma via expressa para a adoção de uma utopia, a renda básica universal