Crescimento de fintechs coloca em risco o Sistema Financeiro Nacional
Prometendo competitividade e juros mais baixos, a ascensão das fintechs pavimentou um cenário de regulamentação frágil e permissivo para esquemas de lavagem de dinheiro
A promessa das políticas de modernização do Sistema Financeiro Nacional (SFN) era de que, com a competitividade promovida pela entrada de novos atores e serviços tecnológicos, o Brasil deixaria de ser o país com a maior taxa de juros médios no crédito livre, teria um crescimento consistente do saldo de crédito em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) e faria um processo amplo de inclusão das parcelas da população tradicionalmente excluídas dos serviços bancários. No entanto, passados quase quinze anos desde que as primeiras medidas foram tomadas para incentivar a atuação das chamadas fintechs (empresas de tecnologia que atuam no sistema financeiro), a cobrança de juros abusivos – que drenam os recursos das famílias e reduzem os investimentos das empresas, funcionando como um verdadeiro freio para o crescimento econômico do país – continua. Além disso, não houve mudança significativa na relação crédito/PIB, e a única forma de inclusão da população…

