Donald Trump contra o perigo vermelho
O avanço de candidatos de esquerda nos Estados Unidos levou Donald Trump a fazer da luta contra o comunismo um de seus temas mobilizadores. O tom é fascistizante, e os antigos atentados da extrema direita são silenciados. Ignorando esse contexto, todos os Estados da União Europeia participaram, em Washington, de um colóquio oficial contra o “terrorismo de esquerda”
A princípio, nada vai bem para o presidente dos Estados Unidos. A guerra contra o Irã que ele desencadeou com Israel foi impopular desde o primeiro dia. Seis meses depois, ela é ainda mais impopular, à medida que se arrasta sem ter atingido nenhum de seus objetivos e depois de provocar o fechamento do Estreito de Ormuz. Para os norte-americanos, esse conflito se traduz sobretudo em aumento dos preços, especialmente o da gasolina (35% de alta desde fevereiro passado). Há dois anos, Donald Trump foi reeleito para melhorar o poder de compra e pôr fim às “guerras sem fim”. Às vésperas das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, o balanço não é brilhante, e a popularidade do presidente sofre com isso. Então, como reagir? Primeira opção: ter jogo de cintura durante essa fase ruim, na esperança de que um evento esportivo, um fato policial escabroso ou um…

