Em memória aos 150 anos da Comuna de Paris - Le Monde Diplomatique

Em memória aos 150 anos da Comuna de Paris

Acervo Online | França
por Maurício Brugnaro Júnior
20 de maio de 2021
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A Comuna mostrou uma originalidade em ser um movimento de auto-emancipação, uma iniciativa a partir baixo. Destaca-se também o caráter democrático com que seus representantes foram eleitos. Outro fator importante foi que, apesar da forte presença do patriarcado, o movimento se distinguiu pela participação combativa das mulheres

 “… Não passa por nós um sopro daquele ar que envolveu os que vieram antes de nós? Não é a voz a que damos ouvidos um eco de outras já silenciadas?…” (BENJAMIN, 2019, p.10)

 “A história é objeto de uma construção cujo lugar é constituído não por um tempo vazio e homogêneo, mas por um tempo preenchido pelo Agora (Jetztzeit)…” (Ibid, p.18)[1]

Antes de tudo, importa elucidar que evocar “em memória” à Comuna de Paris é, primordialmente, dizer ser em memória às pessoas que lá lutaram, em memória dos communards, é dizer que sua memória vive. As revoluções sociais, ao romper com as estruturas, criam novas configurações de organização e de luta. No ano de 2021, completam 150 anos da Comuna de Paris (1871), evento fundante para os debates que ocorreriam no campo social e político no final do século XIX, todo o século XX e os embates de hoje. Sendo assim, cabe compreender seus aspectos principais, pois nenhuma revolução emerge do vazio, isto é, há uma sequência de fatores debilitantes que impulsionam o corpo social à uma insurreição contra o sistema vigente até então, com a Comuna de Paris não foi diferente.

Evitando discorrer em uma análise descritiva da cronologia – porém assumindo um posicionamento didático para a ampla possibilidade de leitores com os mais diversos níveis de formação –, convém destacar algumas datas chave para a contextualização do todo. Embora o marco seja em 18 de março de 1871 – e com razão –, as adversidades prévias à população datam de janeiro de 1870, com o protesto de aproximadamente 100 mil pessoas contra o Segundo Império de Napoleão III após a morte do jornalista Victor Noir, morto por Pierre Bonaparte, primo do imperador, demonstrando forte mobilização popular e insatisfação política. Em 19 de julho, Luís Bonaparte declara guerra à Prússia, acreditando ser uma batalha fácil e que causaria clamor popular. Entre os dois primeiros dias de setembro, na Batalha de Sedan, Napoleão III é preso, e, no dia quatro do mesmo mês, os trabalhadores de Paris forçam a Assembleia Legislativa proclamar a queda do Império e, a noite no Hôtel de Ville (prefeitura de Paris), declarar a Terceira República. Em 19 de setembro, exércitos alemães iniciam o cerco de Paris. Em 31 de outubro, as seções revolucionárias da Guarda Nacional, lideradas por Blanqui, se agitam e ocupam a prefeitura de Paris e instalam o Comitê de Salvação Pública. Logo em 1º de novembro, o Governo de Defesa Nacional promete renunciar e, então, convocar eleições para a Comuna, pacificando os trabalhadores, porém o governo retoma o Hôtel de Ville violentamente, prendendo Blanqui por traição. Em 22 de janeiro de 1871, a Guarda Nacional e o corpo proletário de Paris aderem a uma manifestação originada por blanquistas, e a Guarda Móvel Bretã, por ordem do Governo de Defesa Nacional, abre fogo contra os manifestantes, matando cerca de 30 pessoas. Em 28 de janeiro é anunciado o armistício entre Prússia e França, com clara vitória dos alemães. Nos três primeiros dias de março, ocorre o desfile prussiano nos Champs-Elysées, com grande rechaça dos trabalhadores parisienses e marcado, também, pela deserção da Guarda Nacional. Chegando, enfim, na data conhecida como “os canhões de 18 de março”. Thiers, o então governante da França, tenta tomar a artilharia da Guarda Nacional – que há pouco desertara –, porém a tropa confraterniza com o povo de Paris, ocasionado o fuzilamento dos generais Lecomte e Clément-Thomas por seus próprios soldados. Com isso, Thiers foge de Paris e se estabelece em Versalhes, dando início a guerra civil. Então, nas datas seguintes são proclamadas outras comunas.

Em 26 de março, a Comuna de Paris se constitui de fato, sendo composta por membros da Internacional dos trabalhadores e seguidores de Blanqui e Proudhon. Rompendo com os padrões sociais existentes, a Comuna criou associações horizontais ao priorizar reformas sociais. Até o segundo dia de abril, decretou a abolição do alistamento e do exército permanente, sendo que, a única força armada deveria ser composta por cidadãos capazes de portar armas; suspendeu os pagamentos de imóveis de outubro de 1870 a abril de 1871; declarou que o salário máximo de qualquer membro não poderia exceder 6 mil francos; e decretou  a separação entre a Igreja e o Estado, abolindo os pagamentos estatais para fins religiosos. Além disso, os communards acreditavam na educação como um fator essencial para qualquer mudança social e política, decretando que a educação seria obrigatória para meninos e meninas, visando oferecer oportunidades iguais para ambos os sexos. Outro componente importante da Comuna consiste no fato de que ela era internacionalista, visto que entre seus membros, cerca de três mil eram estrangeiros e assumiram cargos relevantes através de eleições democráticas. As mulheres ganharam igualdade salarial entre professoras e professores, exigiram o reconhecimento de uniões livres e direitos iguais no casamento, além de promover câmaras exclusivamente femininas em sindicatos.

Por fim, o movimento social da Comuna de Paris só pôde existir entre 18 de março e 28 de maio – contando o período da Semaine sanglante –, porém, nesse curto espaço de tempo, conseguiu romper com toda estrutura e modelo sociais vistos até então, criaram um espaço único e que acabaria por influenciar toda luta e organização sócio-políticas posteriores.

Ilustração Laura Erber
Imaginação sociológica na análise da Comuna de Paris

Defendo a ideia de valorização da imaginação sociológica, podendo gerar frutos que eram inimagináveis. Esta que consiste na capacidade de passar de uma perspectiva pra outra consolidando uma visão adequada total de seus componentes, distinguindo o cientista social do técnico (MILLS, 2009, p. 41).  Sendo assim, retomo os escritos de Max Weber para compreender o quê da estrutura social veio a ser rompido pela revolução de 1871. O que interessa, aqui, não é desmembrar e analisar todo aparato dos quadros administrativos que estavam em vigor, mas sim as dominações concomitantes, por vezes contraditórias, e que vieram a ruir com a Comuna, isto é, uma macrovisão da dominação na França em 1871.

Em primeiro lugar, convém expor que Weber trata sua análise de “tipos ideais”, ou “tipos puros”, isto é, visto a multiplicidade de caráter que o fenômeno a ser analisado pode ter em si, por vezes contraditórios, como por exemplo: o aspecto feudal em uma face e o burocrático em outra. Assim, cabe à sociologia delinear os “tipos ideais” que evidenciam a unidade consequente de uma adequação de sentido mais plena possível, isto é, “exagerar”, ou expandir, alguns elementos para que o sentido do objeto se torne visível e passível de estudo, embora, neste estado maximizado, sejam pouco frequentes na realidade concreta. Neste quesito, simbolicamente a Comuna de Paris se destaca como um momento da história no qual foram valorizados os aspectos sociais em um recorte temporal de revolução, isto é, os elementos que coexistem em seu interior, por vezes sobrepostos, em suas estruturas vieram à tona, porém com a peculiaridade de não se sustentar apenas no campo com fins analíticos ou teóricos, por vezes abstratos, mas sim se manifestou na materialidade. O segundo ponto weberiano a se destacar consiste no estudo sobre a legitimidade das ordens, visto que a ordem pode estar garantida por convenção ou, neste caso específico, considerando a possibilidade de coação física ou psíquica exercida por determinado grupo de pessoas, sendo que possuem a exclusiva função de forçar essa ordem ou castigar sua violação (WEBER, 1991, p. 21). Essa vigência da ordem se legitima através da crença na tradição, estatuto, ou, até mesmo, imposição, representando o poder numa relação social, este que se configura como a probabilidade de impor a própria vontade, gerando dominação (Ibid, p. 33). O terceiro ponto consiste no conceito de Estado, este que se caracteriza como e quando seu quadro administrativo reivindica o monopólio legítimo da coação física, em outras palavras, violência, para que se realizem as ordens então vigentes (Ibid. p. 34). Reconhece-se que se trata do período de transição de um governo tipicamente imperial para uma nova configuração de Estado, porém ainda detentora da violência em seus agentes representativos hegemônicos. Em suma, a dominação se baseia na crença da legitimidade aos que exercem tal ação, caso seja de caráter racional; se baseia na crença cotidiana das santidades vigentes “desde sempre” e, por consequência, nos indivíduos que representam essa autoridade, caso se configure como dominação de caráter tradicional; ou, por fim, a dominação de caráter carismático se baseia na veneração extracotidiana, um poder heroico, santo, ou exemplar na trajetória de uma pessoa, os feitos além do comum que a levaram até tal posição (Ibid, p. 141).

Ou seja, a classe trabalhadora da Comuna de Paris se realiza como uma força contrária à ordem vigente, isto é, ela transpõe os limites teóricos dos tipos ideais, representa a ebulição dos problemas sociais tanto no campo simbólico quanto no material. E, ao romper, se assume como uma força contrária que realmente se configura de forma revolucionária e democrática buscando a emancipação da classe trabalhadora. Por consequência, atua nos mais diversos campos, como a seção da dominação por crença religiosa, a Comuna proclama a retirada do aspecto religioso do ensino, trata-o de forma privada perante o Estado e institui a laicidade; supera a crença na legitimidade  por criar uma nova forma de governo, questionando o que era legítimo de fato; e, por ser uma governabilidade horizontal, não se baseia em figuras pelo carisma, mas sim pela eleição democrática sem exclusão por fatores de segregação por categorias sociais; também a força armada não é algo imposto, mas composta por quem for capaz de lutar fisicamente. Os communards revelam o sentido da democracia em sua nova configuração de sociedade.

Deslocando o aparato analítico para as lentes de um revolucionário, destaco o estudo de Karl Marx, em A guerra civil na França. Marx coloca em evidência a autonomia e o papel único e essencial do trabalhador, uma vez que a Comuna é a forma política da emancipação social, inaugurando a emancipação do trabalho removendo as obras improdutivas dos “parasitas estatais”, ao mesmo tempo, que realiza o verdadeiro trabalho de administração, local e nacional, por salários de operários, dando início tanto a uma reforma econômica como também uma transformação política (MARX, 2011, p. 131). A revolução foi realizada pela e para a classe trabalhadora. Engels, na seção de introdução da mesma obra, em 1891, expõe a magnitude da Comuna através do caráter da classe trabalhadora. Um componente fundamental é que, ao assumir o poder, os trabalhadores decretam as reformas necessárias para a população, suprimindo a ordem vigente anterior, visto que a burguesia republicana falhou em implementar tais transformações por covardia e em prol da manutenção do status quo. Como também revelam e resolvem a questão da religião, visto que essa se torna uma questão privada diante do Estado, servindo como outro pilar de dominação e legitimação (Ibid, p. 192).

O anarquista Mikhail Bakunin, em A Comuna de Paris e a noção de Estado, também fornece um material relevante sobre a Comuna, destacando a revolução social que emergia como o remédio que se tornara o único acontecimento possível e o papel que os socialistas revolucionários possuíram, em contraposição a ala partidária dos comunistas, os quais condenava por serem muito partidários, revelando desde já o rumo que seu escrito assumiria, isto é, não apenas descritivo, analítico ou em contraposição ao inimigo real, o Estado que Versalhes passara a representar. Ao longo da obra, o autor discorre sobre os fundamentos que levaram o povo à insurreição, valorizando e buscando estabelecer o conceito de liberdade, sendo somente possível, caso organizada espontaneamente, de baixo para cima. Destaca também a centralidade da França como local do fato histórico, sendo justamente na França “que foi até agora o país por excelência da centralização política, e que seja precisamente Paris, a cabeça e o criador histórico dessa grande civilização francesa, que tenha tomado essa iniciativa” (BAKUNIN, 2006, p. 80). Embora o escrito seja essencial e deva ser lido por todos, afinal a figura de Bakunin possuiu destaque também nos acontecimentos posteriores, como nos debates da Primeira Internacional e na fundação da Federação do Jura, em 1872, é inegável o caráter demagógico e filosófico[2] que a obra assume, não chegando ou retornando à filosofia ao passar pelas coisas materiais, pois sem as quais não há como existir as espirituais.

Tese sobre o conceito da história como ferramenta de compreensão da atualidade da Comuna

 

Retomo as teses sobre o conceito da história de Benjamin para melhor compreender o papel da Comuna na história em dois momentos. Primeiro, se estabelece que “não há documento de cultura que não seja também documento de barbárie. E, do mesmo modo que ele não pode libertar-se da barbárie, assim também não o pode o processo histórico em que ele transitou de um para o outro” (BENJAMIN, 2019, p.13), isto é, como assumimos anteriormente que a história da Comuna não se inicia com os canhões de 18 de março, assumimos também, dessa forma, que a anterioridade da história da França, neste caso, é marcada por processos de barbárie, assim como o momento em questão também se torna documento de barbárie diante dos acontecimentos por parte da hegemonia burguesa, que culminaram na Semaine sanglante, de 21 a 28 de maio, massacrando um total de 17 mil a 25 mil cidadãos. Assim, a importância de escovar a história a contrapelo ganha evidência, pois deste modo crítico de análise, se posicionar ao lado dos vencidos, se mostra a única opção justa e democrática. Em um segundo momento, como diz Löwy em seu texto sobre a Comuna de Paris, ela faz parte da tradição dos oprimidos, esses momentos messiânicos da história nos quais “as classes subalternas conseguiram, por um momento, quebrar a continuidade da história, a continuidade da opressão” (LÖWY, 2021, tradução livre), gerando curtos momentos de liberdade, emancipação e justiça.

A memória como considerações finais

A Comuna mostrou uma originalidade em ser um movimento de auto-emancipação, uma iniciativa a partir baixo, como evidenciam os textos de Marx, Engels e Bakunin aqui apresentados. Destaca-se também o caráter democrático com que seus representantes foram eleitos, reconhecendo entre seus integrantes tanto a ala dos apoiadores de Proudhon, Marx (em menor quantidade), jacobinos, blanquistas e alguns “republicanos sociais”, além de se configurar como um movimento internacionalista, como supracitado que, mesmo com suas diferenças ideológicas internas, conseguiram focar no objetivo maior, suas ideologias pesavam menos que os objetivos comuns, como diz Löwy. Outro fator importante foi que, apesar da forte presença do patriarcado, o movimento se distinguiu pela presença combativa das mulheres, evidenciado em vários documentos e muito bem ilustrado no quadrinho O grito do povo (2008), de Jacques Tardi e Jean Vautrin. O documento enviado ao Comitê Executivo da Comuna que afirmava a disposição das mulheres em participar da defesa de Paris considerava que a Comuna proclamava a aniquilação de qualquer privilégio e desigualdade, sem distinção de sexo, pois esta é umas das distinções que estabelece os privilégios das classes dominantes, foi assinado pelas delegadas, integrantes do Comité central des citoyennes (Comitê central de mulheres cidadãs): Adélaïde Valentin, Noëmie Colleville, Marcand, Sophie Graix, Joséphine Pratt, Céline Delvainquier, Aimée Delvainquier, Elisabeth Dmitrieff (LÖWY, 2021).

Hoje, em Paris, há o cemitério Père Lachaise, conhecido como “Le Mur des Fédérés”, e foi nesse local que as tropas de Versalhes fuzilaram os últimos combatentes da Comuna de Paris, em 1871. A memória é necessária, pois a atualidade, o agora, contém em si toda a história da humanidade, cabe aos indivíduos do hoje reconhecerem o passado e mudar o presente, pois o sujeito da história é a própria classe trabalhadora. À medida que desaparecem os testemunhos vivos, cabe construir de baixo pra cima a materialidade da memória. Muitos dos aspectos da revolução de 1871 se encontram na atualidade, e somente poderá atiçar a centelha da esperança desse passado, o indivíduo compondo a coletividade que compreender que “nem os mortos estarão seguros se o inimigo vencer. E esse inimigo nunca deixou de vencer” (BENJAMIN, 2019, p.12). Vive la Commune!

Maurício Brugnaro Júnior é graduando em Ciências Sociais no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

 

Referências bibliográficas

 

BENJAMIN, Walter. O anjo da história. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2. Ed, 3. Reimp., 2019.

LÖWY, Michel. La Commune de Paris: un saut de tigre dans le passé. Mediapart : Le blog de Michael Lowy, 1 abril 2021. Disponível em: https://blogs.mediapart.fr/michael-lowy/blog/010421/la-commune-de-paris-un-saut-de-tigre-dans-le-passe. Acesso em: 06/04/2021.

MARX, Karl. A guerra civil na França. São Paulo: Boitempo, 1ª ed., 2011.

MILLS, C. Wright. Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 2009.

WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 1991.

[1] Tese II e Tese XIV, respectivamente, em: BENJAMIN, Walter.  O anjo da história (2019).

[2] Não busco desmerecer o caráter filosófico na obra nem ao longo da história, apenas mostrar que, no escrito em questão, o autor foca em conceitos abstratos que não revelam ou reencontram a materialidade do momento histórico, o que é de enorme importância, uma vez que a Comuna se estabelece pela força da classe trabalhadora, os oprimidos, rompendo estruturas e a ordem vigente em seus diversos campos.



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