HAITI

Grito da liberdade

A escrita introdutória e a tradução da introdução e do poema foram feitas pelo professor Carlos Francisco Bauer

Jenifer Adão Jordão é aluna do curso de filosofia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), mãe e pertencente ao povo Ticuna, da Comunidade Indígena Bom Caminho, município de Benjamin Constant, estado do Amazonas, comunidade na tríplice fronteira com Brasil, Peru e Colômbia, com aproximadamente 1542 habitantes. Jenifer, após cursar um dos temas da disciplina de filosofia e história da libertação latino-americana, disciplina de antropologia filosófica e colonialismo, ministrada pelo professor Carlos Bauer, onde a Revolução Haitiana era estudada como um dos temas da disciplina, optou por apresentar esse tema como prova final e, ao final da prova, recitou um poema de sua autoria dedicado ao Haiti, que emocionou a todos os presentes. Confira o poema abaixo:

Crédito: elregional.

Grito da liberdade

Um canto simples e profundo,

De um país que levantou-se,

Haiti, farol no mundo,

Onde a liberdade nasceu.

 

Sua luta, um grito forte,

Que espalhou-se por toda a nação,

Vencendo a dor, a morte,

Quebrando a escravidão.

 

No mapa de nossa América,

Um ponto de luz e dor,

Uma história, a mais genérica,

De um povo lutador.

 

O livro nos faz pensar,

Em um novo caminho,

Haiti nos ensina a amar,

E a nossa história decolar.

 

Versão original

Grito de libertad

Un canto simple y profundo,

de un país que se levantó,

Haití, faro en el mundo,

donde la libertad nació.

 

Su lucha, un grito fuerte,

que se extendió por toda la nación,

venciendo el dolor, la muerte,

rompiendo la esclavización.

 

En el mapa de nuestra América,

un punto de luz y de dolor,

una historia, la más común,

de un pueblo luchador.

 

El libro nos hace pensar

en un nuevo camino,

Haití nos enseña a amar

y a nuestra historia despegar.

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