Guilhotina #130 – Poliana da Silva Ferreira
20 de agosto de 2021
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a pesquisadora Poliana da Silva Ferreira, autora do livro “Justiça e letalidade policial: responsabilização jurídica e imunização da polícia que mata”, que está sendo lançado em agosto pela editora Jandaíra. A obra analisa as abordagens policiais que resultaram em mortes a partir do estudo minucioso de um único episódio, pra lá de emblemático. No caso, ocorrido na virada de 2014 para 2015, dois homens negros foram mortos pela PM de São Paulo. Exceção à regra, desta vez um dos policiais foi dias depois à delegacia contar que havia executado um dos jovens já desarmado e rendido, porque teria ficado com “raiva”. Apesar da confissão, entretanto, o agente foi absolvido. Poliana analisa em detalhes a atuação dos órgãos públicos ao longo do processo – da PM às instâncias superiores do Judiciário, passando pela Polícia Civil, Corregedoria e Ministério Público – para desvendar o funcionamento do que define como a “blindagem institucional da polícia que mata”, uma engrenagem que deixou 6.416 mortos apenas em 2020 (Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Mestre e doutoranda em Direito pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, Poliana é pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Criminologia da Universidade do Estado da Bahia, do Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena e do Núcleo de Justiça Racial e Direito da FGV. Foi pesquisadora visitante na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, e é bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e diretora da Plataforma Justa.org.br.
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*Trilha: Paralamas do Sucesso, “Selvagem” (Bi Ribeiro / Herbert Vianna); e The Clash, “Police & thieves” (Lee Perry e Junior Murvin).
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Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a pesquisadora Poliana da Silva Ferreira, autora do livro “Justiça e letalidade policial: responsabilização jurídica e imunização da polícia que mata”, que está sendo lançado em agosto pela editora Jandaíra. A obra analisa as abordagens policiais que resultaram em mortes a partir do estudo minucioso de um único episódio, pra lá de emblemático. No caso, ocorrido na virada de 2014 para 2015, dois homens negros foram mortos pela PM de São Paulo. Exceção à regra, desta vez um dos policiais foi dias depois à delegacia contar que havia executado um dos jovens já desarmado e rendido, porque teria ficado com “raiva”. Apesar da confissão, entretanto, o agente foi absolvido. Poliana analisa em detalhes a atuação dos órgãos públicos ao longo do processo – da PM às instâncias superiores do Judiciário, passando pela Polícia Civil, Corregedoria e Ministério Público – para desvendar o funcionamento do que define como a “blindagem institucional da polícia que mata”, uma engrenagem que deixou 6.416 mortos apenas em 2020 (Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Mestre e doutoranda em Direito pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, Poliana é pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Criminologia da Universidade do Estado da Bahia, do Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena e do Núcleo de Justiça Racial e Direito da FGV. Foi pesquisadora visitante na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, e é bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e diretora da Plataforma Justa.org.br.
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*Trilha: Paralamas do Sucesso, “Selvagem” (Bi Ribeiro / Herbert Vianna); e The Clash, “Police & thieves” (Lee Perry e Junior Murvin).
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