Na encruzilhada entre a civilização e a barbárie
O massacre de crianças, o assassinato de famílias inteiras, a destruição de territórios e o apagamento de culturas milenares são transmitidos em tempo real e festejados com orgulho
Ao condenar as guerras e defender a paz e o multilateralismo durante a Cúpula de Líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na Colômbia, neste mês de março, Lula nos representa. Dá um grande orgulho ter um presidente que, neste momento histórico tão difícil, fala com clareza, propondo corajosamente que o mundo enfrente essa onda insana de destruição de democracias, legitimadora de todo tipo de crime contra a humanidade.
Nesta hora sombria, uma grande escumalha emerge dos subterrâneos: belicistas, fascistas, nazistas; os que querem dar continuidade e revitalizar a escravidão; os que morrem de medo da ideia da igualdade de direitos e de oportunidades para todos os seres humanos; os que temem o outro, os outros, as outras culturas; esses que se sentem ameaçados pelas diferenças humanas, por diferentes modos de ser; os adoradores do dinheiro e os que aceitam de bom grado a servidão consentida; os que são defensores da exploração sem limites dos trabalhadores pelo capital; os que ganham com a economia de guerra; os especuladores e os que querem revitalizar, a qualquer custo, os grandes impérios decadentes. Neste momento sombrio, o império da morte e da aniquilação vem à luz do dia fazer pilhagens, matar sem dó e sem pudor, como se viu na ascensão do nazismo na Alemanha. Hoje, o massacre de crianças, o assassinato de famílias inteiras, a destruição de territórios e o apagamento de culturas milenares são transmitidos em tempo real e festejados com orgulho. O tempo da vergonha não existe mais.
Zombam dos valores civilizatórios que a humanidade construiu; desprezam a empatia e a ética, desrespeitam todos os princípios que sustentam a vida e a convivência em sociedade. Uma horda de rancorosos, que se ufanam de serem os arautos da morte, faz da violência sua única linguagem. À frente estão aqueles que desejam renovar suas relações imperialistas com o resto do mundo. Trump vem fazendo a pilhagem de fontes de energia, de riquezas minerais e de outros ativos econômicos acreditando que, com isso, reverterá a decadência dos Estados Unidos. Não reverterá. Mas a truculência de seus atos está provocando uma trinca profunda na frágil estabilidade do mundo. Ao não reconhecer os direitos das outras nações, Trump estabelece que a pilhagem é uma prerrogativa de países militarmente mais fortes.
Sob a batuta de Trump, “mileis”, “bolsonaros” e que tais, uma escumalha – o que há de pior entre os seres humanos – está sendo mobilizada nos quatro cantos do planeta para tocar o terror. Essa onda semeia o medo, a falta de perspectiva e a desconfiança; promove o terror e o caos. Cresce se alimentando da insegurança geral para se impor e submeter a todos aos seus desmandos.
Nesse contexto assombroso, a fala de Lula nos fóruns mundiais adquire uma grande importância e legitimidade. É um bálsamo, um sopro de vento fresco para os que estão apreensivos, percebendo que a insanidade está conquistando terreno. A voz de Lula se espalha por todas as latitudes e longitudes, indicando alternativas, enquanto os fascistas, nazistas e todos os supremacistas tentam recuperar as energias exauridas na derrota da Segunda Grande Guerra. Estão, neste momento, ameaçando de muitas maneiras as democracias e atacando direitos individuais e coletivos na tentativa de enfraquecer e desmoralizar os Estados nacionais, suas normas e instituições.
São arautos da destruição e inimigos de tudo o que é bom para os seres humanos. Representam a morte e a degradação. Desejam botar fogo, demolir, degradar, até que não reste mais nada do mundo que construímos. São inimigos de todos os direitos, valores e relações civilizadas conquistados com muita luta no decorrer da História.
Atacam sistematicamente a institucionalidade das nações, não para aprimorá-las, mas para aumentar a insegurança e transformar os países em terra sem lei, onde o caos e a insegurança predominem para que escapem de qualquer controle político e social.

Aqui mesmo, no Brasil, temos a dura missão de enfrentar as novas investidas dessa turba que insiste em impor o retrocesso, o entreguismo, a morte, a ignorância, o racismo, a misoginia, a discriminação e o ressentimento cego. Seres alienados, carregam dentro de si o complexo de inferioridade. Como já demonstraram, capazes de destruir todo o patrimônio social, econômico e cultural conquistado pelo povo brasileiro. Paradoxalmente, defendem com orgulho aqueles que lhes desprezam e subestimam. Numa total insanidade, seguem seus verdadeiros algozes, prontos para demolir toda a estrutura de organização, proteção e emancipação social, iludidos por uma falsa ideia de liberdade e de crescimento por mérito pessoal. Caminham alegremente para o cadafalso e, junto com eles, tentam levar toda a sociedade como um tsunami que arrasa a terra por onde passa.
Lula nos representa ao chamar a atenção para o mal que ameaça e se impõe sobre toda a humanidade. Nosso presidente tornou-se uma voz com legitimidade global ao representar os interesses de todos os seres vivos. Ele é a voz lúcida e corajosa que aponta para a urgência e a viabilidade da construção de um ambiente de paz entre as nações. Com sua confiança e sensatez, Lula indica a possibilidade de um futuro feliz para todos. Suas palavras são a faísca de esperança da qual o mundo necessita para resistir e seguir em frente.
A Europa está com dificuldade de mobilizar sua energia vital causando decepção ao se submeter à lógica distópica imposta ao mundo. Da mesma forma, a democracia norte-americana não tem demonstrado ser capaz de deter a marcha insana capitaneada por seu próprio presidente. O sinal inequívoco de que a sanha destruidora segue sem obstáculos e a parceria de Trump, Netanyahu e o Estado sionista de Israel para perpetrar o genocídio calculado do povo palestino e rapinar as fontes de energia dos países do Oriente Médio e da América Latina. Tudo debaixo dos olhos atônitos de um ocidente inerte. Estão impondo a lei do cão.
Não podemos ter ilusões: os Estados nacionais dos países europeus, com honrosas exceções, como a Espanha, foram capturados ou estão submetidos a essa onda reacionária contagiosa. Toda a ordem mundial está ruindo, causando uma reação ao estilo “salve-se quem puder”. Ocorre que, se Trump, Netanyahu e seus assemelhados forem bem sucedidos, somente os países que possuem a bomba atômica e aqueles que têm uma coesão nacional que lhes garanta soberania e resistência terão alguma chance de sobreviver.
Estamos diante de um desafio sem precedentes. Não há exemplo na história da humanidade para o qual possamos olhar em busca de uma inspiração. Teremos que inventar algo novo que nos torne fortes e maleáveis a ponto de vencer um inimigo desgovernado que detém o maior poderio bélico do planeta e conta uma horda de adoradores infiltrados entre nós, atuando nas famílias, nas instituições, nas escolas, nas igrejas, nas redes e nas ruas.
Frente a um cerco dessas proporções, os povos despertos de todo o mundo terão que desenvolver uma espécie de cidadania planetária, sem fronteiras, sem barreiras, no verdadeiro espírito “ninguém larga a mão de ninguém” para resistir ao tsunami de baixo astral que vem crescendo no horizonte.
Os organismos internacionais estão neutralizados. A ONU perdeu a capacidade de contribuir para a solução dos conflitos, desconcertada diante de criminosos que não respeitam as normas internacionais e desprezam qualquer iniciativa de governança global. Cabe aos cidadãos e às nações soberanas, juntos e conscientes da gravidade do momento, desempenhar o papel de defender e zelar pela paz mundial, pelo respeito entre os povos, pelos direitos de todos os seres vivos, pelo futuro da humanidade, pela sobrevivência do planeta e da vida na Terra.
Civilização ou barbárie? Eis o centro da contradição no mundo, neste momento.


O Juca sabe transmitir aos que o lêem, com a atenção que este texto merece, demonstrar toda barbárie instalada em esfera global. Precisamos entender e, principalmente, fazer com que todos entendam, que o mal existe quando há a ausência do bem. O presidente Lula, em seu 3⁰ mandato, já comprovou que, assim como nós, não abrirá mão da nossa soberania. Então, que esses criminosos de guerra se afastem de nós, porque eles não se darão bem no Brasil, tão pouco os pretensos vendilhões do país, candidatos em outubro de 2026, se eleitos vão continuar expropriando as nossas riquezas, como o fizeram no governo anterior. Fora facistóides dos diabos!!!