COMPREENDENDO O CAOS DO MUNDO

Os Estados Unidos sem disfarces, a Europa sem vida

Para enfrentar os Estados Unidos e seu presidente imprevisível, é preciso mais União Europeia? Repetida até a exaustão pelos dirigentes do Velho Continente, essa resposta reflexa oculta uma evidência que não passou despercebida a Donald Trump: em termos econômicos, sociais ou diplomáticos, o bloco não é uma força. Na realidade, a União Europeia incentiva a submissão

Todos anti-imperialistas! A luta contra a hegemonia norte-americana, ontem percebida como uma velha mania da esquerda ou como o sintoma de um “campismo” obstinado, está conhecendo uma improvável retomada neste início de ano. O New York Times, que apoia toda e qualquer invasão norte-americana, arde de repente em veemência contra o aventurismo de Donald Trump: “Depois de passar um século defendendo outros países contra agressões estrangeiras, os Estados Unidos se posicionam agora como uma potência imperial que tenta tomar o território de outra nação” (20 jan. 2026). O Le Monde, que só usava esse termo para qualificar a política externa russa, recupera o tom dos anos 1970 para censurar “o novo imperialismo dos Estados Unidos” (22 jan. 2026). E ficamos surpresos ao ouvir Thierry Breton [ministro das Finanças francês entre 2005 e 2007, governo de Jacques Chirac], cuja carreira empresarial o levou a adaptar a França ao “modelo norte-americano” e…

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