Palavra 36 - Le Monde Diplomatique

Palavra 36

por Rodrigo Gurgel
5 de julho de 2008
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No Pequod – em busca de Moby Dick
Moby Dick conquistou admiradores nos mais diferentes quadrantes do planeta. Albert Camus, um deles, chamou seu autor de “o Homero do Pacífico”
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Um discurso quando o desejo é calar
Somos criados para aplaudir a mais dramática das desgraças; estamos acostumados a rir do sofrimento e derreter de comiseração pelas misérias. Mas a reação que temos diante de uma alegria pacata, digamos, de atirar pedrinhas no lago, é bem diferente. Bocejamos, viramos a página, mudamos de canal. A bonomia é coisa muito fastidiosa, sobretudo a dos outros
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Odradek e os personagens
Como lidar com o peso daquilo que é criação e que é inexistente, mas que ainda assim sobrevive ao tempo e nunca se desgasta?
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O dia da morte
Quando demoramos a morrer, logo entramos na lista dos que já morreram. É inevitável. Não temos o direito de não morrer
AquiRodrigo Gurgel

Moby Dick, o discutido cetáceo de Melville, está novamente entre nós. David Oscar Vaz escreve sobre o romance, enfocando temas como aventura, amizade, coragem – e o eterno simbolismo que impregna a majestática baleia.

Olivia Maia dialoga com nossos leitores sobre a vida/morte dos personagens. O escritor que, ao virar uma esquina, se depara com a personagem daquele conto não terminado, escondido na última gaveta da escrivaninha, como deve se comportar? E, ainda mais sério, o que fazer ao dar de cara com o protagonista da história que, há uma semana, jogamos no lixo? O texto nos sobrevive, diz Olivia Maia, enquanto “existir língua, letra”.

A morte programada é mais suportável? Exercício de despedida, inventário da brevidade de todas as existências, o conto de Manoel Fernandes Neto é um convite à serenidade, a aceitar o inelutável. Distante 24 horas do próprio enterro, a leve ironia do ex-funcionário da Companhia de Bondes guarda a maior de todas as verdades: a de que a proximidade da morte nos torna iguais.

Em sua crônica, Diego Viana reflete sobre as pequenas satisfações do cotidiano, o poder da memória, a indolência – e o fastio que sentimos diante da bonomia. O homem, então, seria um animal eminentemente trágico?

Na semana que vem, teremos um breve recesso. Voltamos, com nossa 37ª edição, em 18 de julho.

Boa leitura – e até lá!

Rodrigo Gurgel, editor.



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