Guilhotina #201 – Taís Machado
Neste episódio, recebemos a socióloga e poeta Taís de Sant’Anna Machado para falar de seu livro mais recente

Neste episódio, recebemos a socióloga e poeta Taís de Sant’Anna Machado para falar de seu livro mais recente
O quadro macroeconômico que aqui apresentamos vai muito além do “tripé” tão falado, superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação. Em termos gerais resume o dreno financeiro que assola o país, que provoca paralisia econômica, uma tragédia social e dramas ambientais, mas que gera também suficientes recursos no topo da pirâmide social para travar as mudanças institucionais necessárias
Naquele auditório, repleto de defensoras, não ficamos teorizando sobre conceitos ou tratados, importantes para garantir marcos legais, mas falamos de nossos mortos e da urgência de seguir mesmo quando nossa vida está constantemente ameaçada
Novos dados mostram que as metas do Plano Nacional de Educação estão distantes de serem cumpridas, evidenciando uma década de estagnação marcada pela pandemia, pelo governo Bolsonaro e por investimento insuficiente
Nosso país enfrenta o desafio da transição. Não somente de governo, mas também de retomada das políticas públicas e rearticulação das instâncias de participação social, inerentes à efetiva democracia
A multiplicação das estiagens exacerba a competição em torno dos recursos hídricos, frequentemente desperdiçados por algumas atividades econômicas. A indústria de semicondutores se mostra muito voraz (ver na pág. 24), enquanto as grandes represas simbolizam a corrida desenfreada da agricultura intensiva
Tratar o ESG como um capital moral e não estratégia de marketing, com práticas concretas para respeitar os direitos humanos e combatendo o trabalho análogo à escravidão
Com a aprovação da urgência de votação do PL 490/2007 pela Câmara dos Deputados e da alteração da Medida Provisória 1154/2023, são evidenciadas ofensivas às garantias dos Povos Indígenas, bem como do equilíbrio ambiental em escalas nacional e internacional
Os trabalhadores e trabalhadoras organizados no MPA configuram uma parcela expressiva da população brasileira que dedica suas vidas à produção de “comida de verdade” por meio de práticas agroecológicas
A explicação do comportamento humano e sua interação social não pode ser simplesmente reduzida a um contexto de determinação genética
Presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Paulo Barroso, afirma que liberação pode viabilizar a expansão do plantio de trigo no Cerrado, região que possui mais da metade de sua vegetação nativa desmatada
É inimaginável o futuro do país sem o agronegócio. Mas é evidente que a imagem de futuro do Brasil não pode ser reduzida à envelhecida metáfora de celeiro do mundo. É hora de fazer o que gerações anteriores fizeram em diferentes momentos do século XX: pactuar uma nova agenda, pensando não a curto prazo, mas nas próximas décadas