Suez, na linha de frente da revolução egípcia - Le Monde Diplomatique

EGITO

Suez, na linha de frente da revolução egípcia

por François Pradal
4 de janeiro de 2012
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Mais da metade dos 600 mil habitantes de Suez se concentram no bairro mais pobre: Arbaeen. Foi ali que a revolução teve início, lançou raízes e encontrou seu viveiro de combatentes. Nessa zona, o desemprego atinge cerca de 1/3 da população e a corrupção é onipresente. Mas a revolta nasceu das perseguições policiaisFrançois Pradal

“Mesmo que eu seja contrário a um Estado islâmico, prefiro a Irmandade Muçulmana democraticamente eleita à manutenção do regime militar”, garante Ghehareb Saqr, em um café de Suez, a dois passos da entrada do canal. Não longe dali, das encostas do golfo do Mar Vermelho, vê-se o cintilar das luzes das indústrias petroquímicas. Com ar determinado e aparência simples, esse militante comunista é responsável pela climatização da empresa têxtil Misr Iran, onde os operários acabaram de obter um aumento de 10% no salário ao final de três semanas de greve.

Vestindo um terno italiano, cercado por jovens, Ahmed Mahmoud, que encabeça a lista da Irmandade Muçulmana em Suez, recentemente libertado após três anos de prisão, declara, fazendo eco: “Prefiro comunistas democraticamente eleitos à manutenção do regime militar”. Interrogado sobre a mobilização em Suez e na Praça Tahrir, no Cairo, relançada em 19 de novembro de 2011, o sexagenário diverge da posição nacional de seu partido, Justiça e Liberdade: “Apoio as reivindicações dos manifestantes e a denúncia das violações dos direitos humanos, embora não peça a reocupação da praça. É preciso manter a pressão sobre o regime militar”.

Sobre as greves, em contrapartida, o “Irmão” suaviza: “Não é o melhor momento, pois a economia perdeu US$ 40 bilhões. Mas as reivindicações dos trabalhadores são legítimas”. Os militantes que o cercam não se deixam enganar: “Aqueles que ganham um salário miserável não podem esperar”. E a futura Constituição? “Ela deve incluir todos os egípcios”, insiste Mahmoud. “Queremos organizar uma coalizão mais ampla, incluindo os cristãos, a fim de salvaguardar o interesse nacional.” Desejo de reunir, de não afastar uma juventude naturalmente revolucionária, ou oportunismo? Em todo caso, a ruptura com o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) e a aceitação do jogo democrático parecem comprovadas.

A Rua do Exército é o eixo principal em Suez: ela liga o antigo bairro colonial de Port Taoufiq1 à Praça Arbaeen, equivalente da Praça Tahrir. No início de dezembro, a campanha eleitoral atingiu seu auge. Faixas de tecidos de algodão pendem dos lampadários, das palmeiras e dos postes de eletricidade. Os candidatos fazem manifestações sob tendas semelhantes àquelas montadas após os funerais. Salafistas e felous2fixam fotos coloridas de seus candidatos – salvo da única mulher, que aparece, por obrigação legal, na lista salafista, mas com a imagem substituída, por estes últimos, por uma flor!

Cento e nove candidatos independentes disputavam duas cadeiras, e doze partidos, quatro outras. Os três partidos islâmicos obtiveram 78% dos votos, os quatro liberais 14%, os quatro felous 7% e o nasserista menos de 0,1%. Os primeiros podiam então esperar conquistar quatro ou cinco das seis cadeiras. Cada um brandindo seu símbolo: a Irmandade, a balança; o Partido da Luz (Al-Nour, salafista), o fanous (a lanterna do Ramadã); outros, um telefone celular, uma casa ou uma garrafa de água. Com exceção dos islâmicos, os partidos provenientes da revolução não conseguiram se estabelecer, enquanto as antigas organizações não se classificaram. A esquerda não está na luta, a distinção entre ela e a direita é mal compreendida, tanto que os programas se parecem.

“A população se liga às pessoas, não aos partidos”, afirma Nahed Marzouq. Embora filiada à Aliança Popular Socialista, muito à esquerda no tabuleiro político, essa candidata, uma das poucas (elas são quatro!) prefere se definir como independente. A chave da eleição? A respeitabilidade. Para convencer uma população ao mesmo tempo revolucionária e conservadora, operária e religiosa, combatente e tradicional, mais vale ser filho do bairro e de uma família conhecida. A disputa eleitoral opõe indivíduos que se conhecem, manifestam-se juntos e procuram primeiro medir sua influência social. Poucas mulheres e jovens provenientes da revolução se apresentam. Entretanto, um velho chofer de táxi confidencia: “Quero votar nos jovens, pois somente eles podem nos proteger contra o retorno ao antigo sistema!”.

Duas linhas divisórias predominam. A primeira separa os felous e os defensores da revolução – mesmo aqueles que não desejam sua continuidade na rua. Um jovem candidato nasserista denuncia: “Os felous e a Irmandade propõem a mesma política. São conservadores, partidários do capitalismo”. A segunda distingue os islâmicos dos outros. Se ninguém questiona o artigo 2 da Constituição, que institui a charia como fonte principal da legislação, “somente os salafistas opõem cidadania e islã, Estado islâmico e Estado civil. O debate se baseia no princípio que deve instituir o viver junto: islã ou cidadania?”, observa Clément Steuer, pesquisador do Centro de Estudos e de Documentação Econômicos, Jurídicos e Sociais (Cedej).

Principal surpresa em Suez: o resultado dos salafistas locais. Com 51% dos votos, recorde nacional, eles ultrapassaram a Irmandade, enquanto em outros lugares atingiram 25%. Estabelecidos há muito tempo na cidade, beneficiam-se do prestígio de um pregador renomado, o xeque Hafez Salama, octogenário, líder da resistência diante dos israelenses em 1967 e precursor do jihadcontra o Estado sionista nos anos 1980.3 Aqui, os jovens salafistas pegaram andando o trem da revolução: muito presentes nas últimas manifestações, eles até garantiram a ordem.

Empregado nos trabalhos de manutenção do porto de Sokhna, a 45 quilômetros ao sul de Suez, Reda, impecável e bem barbeado, parece uma alma sensível. E por uma razão evidente: antes de terminar os estudos, precisou cuidar da família (seu pai havia falecido). Participou da revolução desde o dia 25 de janeiro. Um disparo quase atingiu seu olho direito. A greve dos estivadores fracassou: “Com dificuldade conseguimos dois contêineres vazios no porto: um para o esporte, outro para as orações”. Um engenheiro o humilha ao lhe impor serviços diferentes de suas atribuições; o sistema de dominação piramidal permanece. Um colega salafista fez dele seu genro, alojou-o e lhe emprestou o dinheiro do salário. Suas posições revolucionárias não o impedem de votar em outro xeque salafista, Mohamed Abdel Khaled: “No meu bairro, se justifica, todo mundo gosta muito dele”. Suez é paradoxal: os salafistas vencem na cidade mais revolucionária, sem terem participado, inicialmente, dessa revolução social e antiautoritária.

Químico, secretário-geral de uma companhia petrolífera e… pregador, a barba aparada, Khaled conduz a lista de Al-Nour. Homem de negócios, confortavelmente instalado no banco de trás de seu carro de luxo, tem um discurso conservador: “Quero aplicar integralmente a charia, ensinar a todos as regras do islã. Política e religião são uma única e mesma coisa”. O turismo? “Nós o preferimos religioso, científico ou de saúde.” A economia falida, o desemprego maciço? “Devemos favorecer a emigração dos trabalhadores, privilegiar pequenos projetos de investimento nos serviços – e não em bens de consumo – como os grandes em termos de infraestrutura: por exemplo, um metrô de Sokhna em Arbaeen e centros comerciais.” Com quais financiamentos? Ele se esquiva. As greves? “Elas resultam sobretudo da falta de diálogo entre parceiros, o qual a pregação permite remediar. O direito de expressão é aceitável, não a destruição da atividade. A liberdade tem limites.” E os coptas? “Eles serão julgados de acordo com sua religião”, ou seja, por tribunais coptas.

De fato, essa comunidade cristã, que representa aqui cerca de 6 mil pessoas, vive totalmente voltada para si mesma, com a impressão de ter sido abandonada por todos: “Todos os dias ouvimos insultos dos salafistas. Mas nossas igrejas não são atacadas, não há violência. Não temos medo, ficaremos aqui”, desabafa, com olhar sombrio, o padre Serafim, da Igreja da Virgem Maria.

A campanha dos salafistas começou nas mesquitas, partidárias à sua causa – a Irmandade Muçulmana não está tão bem estabelecida como eles. “Fomos oprimidos durante décadas. Devemos, portanto, votar naqueles que protegem nossa religião, nosso trabalho, nossa família e nossas condições de vida”, ouvi na sexta-feira. O dinheiro, muitas vezes vindo da Arábia Saudita, não lhes falta. Continuaram sua propaganda na ilegalidade até as portas dos locais de votação em 14 de dezembro, dia do primeiro turno. Eles seduzem sobretudo os pobres, os bairros desfavorecidos e os trabalhadores rurais por meio de um discurso identitário baseado no islã que é menos encontrado entre a Irmandade Muçulmana. No entanto, segundo Alaa al-Din Arafat, pesquisador no Cedej, “se eles não têm a mesma prática política, uma permeabilidade existe entre os dois grupos. Muitos altos dirigentes da Irmandade estudaram em escolas salafistas, com os quais partilharam os sermões nas mesmas mesquitas no decorrer dos anos 1980 – de onde se originou sua ‘salafização’”.

 

Virar a página da revolução?

O novo Parlamento deverá, salvo se o Conselho Militar se opuser, nomear uma comissão encarregada de redigir a Constituição, que será em seguida submetida a um referendo. A extensão de seu poder legislativo e também o modo de nominação do governo permanecem em compensação muito vagos. Tudo depende ainda do CSFA, que um número crescente de egípcios identifica com o antigo regime: sob outra máscara, o mesmo poder permanece. Visto que, a se acreditar em muitos candidatos, a revolução terminou, nada mais justificaria o bloqueio do país. E se este longo período eleitoral – até 11 de março de 2012, data da eleição para o Senado – tivesse por objetivo justamente virar a página revolucionária?

Mais da metade dos 600 mil habitantes de Suez se concentram no bairro mais pobre: Arbaeen. Foi ali que a revolução teve início, lançou suas raízes e encontrou seu viveiro de combatentes. Ruas de areia, bancas do mercado em mau estado, casas insalubres, inacabadas ou em ruínas. O lixo se acumula. Os cortes de água – não potável – são frequentes.

A numerosa população provoca o aumento do preço do aluguel. A ausência de serviços públicos torna a vida muito difícil. Nessa zona relegada, o desemprego atinge cerca de um terço da população. As empresas do canal consideram as pessoas daqui indóceis: elas preferem trabalhadores vindos do sul, do Delta ou do exterior, que representam cerca de 40% da população de Suez.

Diretor de filmes documentários4 sobre as cidades do canal, Emad Ernest acusa: “A questão da água resume todos os males que sofrem as populações de Suez. Ela revela como os amigos do filho de Mubarak [Gamal] expulsam as pessoas a fim de introduzir novas indústrias: os habitantes de bairros periféricos são inundados pelo refluxo do esgoto da rica estação balneária de Ain Sokhna, os pescadores são vítimas das atividades portuárias e da poluição crescente do Mar Vermelho e os camponeses dos vilarejos vizinhos deparam com a diminuição de água nos canais de irrigação”. O partido único pune desse modo esse povo rebelde que nunca votou nele.

 

Como em outros lugares, a corrupção é onipresente: ela permite que se obtenham uma carteira de motorista, um diploma, um trabalho. Mas a revolta nasce primeiro das perseguições policiais. Ali, 20 anos, estudante de mecânica, foi preso seis vezes em quatro anos: “Nunca soube o porquê. Tinha muito medo para fazer política. Mas os policiais me prendiam no bar, em qualquer lugar! Entretanto, estava com a carteira de identidade. Em minha opinião, a polícia recebe pelo número de pessoas que prende”. Ou como formar insurgentes antes da hora…

O Golfo de Suez é um dos centros industriais mais importantes do Egito, com 79% da produção petrolífera, petroquímica e indústrias pesadas ao lado de atividades navais e portuárias, empresas de cimento e têxteis que se estendem por 75 quilômetros entre o Mar Vermelho e o deserto. O canal representa a terceira fonte de divisas do país, depois do turismo e do dinheiro dos emigrados. Essa renda, em forte crescimento, bateu recorde em 2011: US$ 4,5 bilhões. Mas quem se beneficia?

Ao longo de todo o ano de 2011, greves sem precedentes desde 1946 abalaram o Egito. Mas tudo começou há sete anos no setor têxtil, em Mahallah el-Koubra.5 O movimento de 6 de abril de 2008 constituiu um novo impulso.6 Nada de surpreendente: as privatizações, a liberalização do mercado de trabalho e a instabilidade levaram a uma baixa brutal do poder dos operários em um contexto de inflação crescente.7

Quando o magnata da siderurgia Ahmed Ezz decidiu, no final de 2010, despedir 4 mil pessoas para contratar mão de obra asiática mais barata, Suez se revoltou. Este, eleito pelo partido do presidente Hosni Mubarak, amigo íntimo de sua família, foi aliás um dos primeiros a serem presos depois de sua queda. Em 8 de fevereiro, a greve eclodiu no porto. Ela se estruturou a partir da companhia do canal. Em 19 de fevereiro, novos sindicatos, independentes, assinaram uma declaração comum.8

Dirigente da companhia do canal e candidato independente às eleições, Saoud Omar coordenou esse movimento inédito com a organização sindical nascida no Cairo: “Os salários”, explica, “variavam então de 100 euros a 4 mil euros por mês, e os bônus, de 0,13 euro a 10 mil euros” (o salário médio em Suez é inferior a 100 euros). Mas as reivindicações incluem também o direito de greve, os acidentes de trabalho, as renacionalizações, a exigência de salários mínimos e máximos. Fevereiro, abril, julho: “Cada vez, a administração promete aumentos e melhores condições de trabalho, mas nada acontece. E os operários se mobilizam novamente. Como durante os discursos de Mubarak sobre o tema: ‘Eu compreendo vocês, mas eu fico!’ Paralisação do trabalho, piquetes: os tipos de ação variam. Não a repressão…”.

O governo votou duas leis: a de março ameaça com prisão todo trabalhador em greve; a de junho autoriza a greve, mas… “sem parar as atividades”. Em Suez, entretanto, o movimento é suficientemente forte para que ninguém seja preso nem mandado embora. Fim de julho, com o apoio dos revolucionários, os operários obtêm uma reestruturação da grade de salários, 40% de aumento e bônus melhores.9

O movimento, é verdade, propagou-se para outros setores. Suas vitórias, ele as deve tanto à introdução local e nacional de uma organização sindical independente como à importância das empresas indispensáveis à atividade – estratégica – do canal. Nunca, no entanto, os operários tentaram bloqueá-lo. Por medo do Exército que o protege? Wahid el-Sirgani, que pilota os navios de Suez a Port-Said, observa que o canal é “a menina de nossos olhos”. Se os operários exigem seus direitos, consideram-se também responsáveis pelo interesse nacional.

Outra conquista da revolução, evidentemente menos quantificável: as liberdades recuperadas – de expressão e de organização, de livre movimentação, mas também, para os mercadores ambulantes, o direito de comerciar sem ter de comprar as licenças proibitivas. Derrotada em 28 de janeiro, a polícia desapareceu e ninguém parece temer ser preso, embora a Segurança do Estado continue vigiando: “Ela pode voltar”, insiste o candidato liberal Talaat Khalil, no dia seguinte ao da prisão de setenta islâmicos…

Apesar disso, os problemas permanecem: preços elevados, desemprego em alta e falta de perspectiva de emprego para os jovens, mesmo os muito qualificados. Mohamed, 20 anos, estudante de Comércio, não aguenta mais: “A revolução acabou. Agora, eu quero um trabalho, uma casa, poder me casar e ser tratado com dignidade, sem ter de limpar uma loja para ganhar a vida”.

 

A vez da justiça

Segunda-feira, 28 de novembro, o apresentador de TV Medhat Eissa, candidato do Partido da Justiça (centrista) e próximo de Mohamed el-Baradei, o ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), desembarcou como um furacão. Estava furioso: empregados do canal interceptaram um carregamento de gás lacrimogêneo norte-americano, o mesmo que teria provocado a morte de vários manifestantes na Praça Tahrir em novembro; eles foram presos. Ao saber da notícia, manifestações eclodiram no porto. Eissa comentou: “Em fevereiro, o Exército nos dizia: ‘Levante a cabeça, você é um egípcio!’. Hoje, é: ‘Levante a cabeça que te dou um tiro!’. Obtivemos apenas 10% do que reivindicamos. Essa revolução é um processo que pode levar cinco, até dez anos! Não podemos parar enquanto o regime permanecer no poder”.

No centro da mobilização, a questão do julgamento dos oficiais responsáveis pela morte de tantos jovens. “Nenhum oficial acusado de assassinato foi julgado”, garante o porta-voz das famílias enlutadas, Amin Dashour. “Pior: a maioria teria sido reintegrada em suas funções. Para a justiça, eles estavam em situação de legítima defesa: a revolução não depende das leis, as quais, em todo estado de causa, não são retroativas…” Todas as famílias recusaram as recompensas oferecidas, e a indignação cresce. Alguns poderão fazer justiça com as próprias mãos se nada mudar.

“A revolução se alimenta dos mártires que remobilizam o povo”, declara um advogado próximo à Irmandade Muçulmana. Em 20 de junho de 2011, a libertação de policiais acusados de ter matado manifestantes em Suez desencadeou a segunda onda revolucionária. E, no mês de julho, a luta pelo reconhecimento dos mártires coincidiu com a reocupação da Praça Tahrir e o crescimento das lutas sindicais.

Se eles se mostram cada vez mais coordenados do Cairo a Suez, passando por Alexandria, os revolucionários não são, no entanto, majoritários. “As revoluções sempre foram feitas pelas minorias”, contesta Mohamed Mahmoud, 33 anos, membro do Movimento do 6 de Abril e do Partido da Justiça. “Vinte milhões de egípcios saíram às ruas, mas 70 milhões ficaram em casa.” O CSFA? “A calma estabelecida, ele cairá! Resistimos contra Mubarak e ganhamos. Resistimos contra o primeiro-ministro e ganhamos. Cada vez que enfrentamos o Conselho Militar, nós o fizemos recuar. Um dia, o derrubaremos.” Após as eleições, o Parlamento de maioria islâmica não terá mais legitimidade que a rua para falar em nome do povo? “A Irmandade não poderia ter se apresentado sem Tahrir: sua legitimidade, eles a conseguiram com a revolução. E se dividiram entre os jovens ativistas e o aparelho, a Confraria e o partido. O povo voltará à praça caso se sinta traído.” Aqui, os ativistas não têm medo de nada. Seu otimismo e senso tático parecem temíveis. Em Suez, a revolução continua.

*François Pradal é jornalista.



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