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Agronegócio e mídia brasileira: onde duas monoculturas se conectam
Entender de que forma interesses empresariais podem influenciar a produção da notícia é fundamental para que a população possa consumir a informação produzida por esses veículos de forma crítica. Confira o nono artigo da série especial Proprietários da Mídia no Brasil
O agro é lobby: a bancada ruralista no congresso
Dominando o Legislativo, pressionando o Executivo e influenciando o Judiciário, o setor vem se configurando como principal força no retrocesso de legislações socioambientais e de defesa dos direitos.
Eleição também será escolha entre agrotóxico e agroecológico
O Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo, com consumo de US$ 7,1 bilhões por ano. O poderoso lobby ruralista, o país aponta perigosamente para o aumento deste consumo com o avanço no Congresso do PL 6299, conhecido como “pacote do veneno” que, entre outras coisas, afrouxa controles do uso e fabricação de agrotóxicos
Camponeses moçambicanos derrotam o agronegócio
Os empresários do agronegócio do sul se parecem com os do norte: eles sonham com lucros fáceis cultivando culturas comerciais em detrimento da agricultura familiar. Assim nasceu o projeto ProSavana, que une o Japão e o Brasil a Moçambique. Entretanto, a inédita resistência de camponeses dos três Estados conseguiu interromper a operação
A quem interessa uma agricultura que dependa dos agrotóxicos?
Está em pauta no Congresso um projeto de lei que diminui o rigor da avaliação do impacto ambiental e de saúde do uso de defensivos agrícolas. A flexibilização das regras pode resultar na venda e aplicação com menos controle dos agrotóxicos
Quem controla a notícia no Brasil?
Negócios desenvolvidos pelos principais grupos de mídia brasileiros revelam potenciais interesses por trás das agendas dos meios. A pesquisa Monitoramento da Propriedade da Mídia no Brasil, publicada pelo Intervozes e pela Repórteres Sem Fronteiras, expõe que muitos dos veículos de maior audiência no país são também parte de grupos econômicos
Quilombos: mais de 400 anos de luta
Como se não bastassem todos os ganhos que os escravocratas obtiveram com a escravidão e pós-escravidão querem tirar a principal conquista das comunidades quilombolas na Constituição Federal: o dever do Estado de não apenas reconhecer as comunidades quilombolas com base na convenção 169 da OIT, mas regularizar os territórios quilombolas, reconhecendo a auto identificação como um direito fundamental.
É chegada a hora de pressionar por uma política de economia solidária
A Economia Solidária é também uma atividade que estimula a cidadania ao fomentar valores como solidariedade, cooperação, diálogo e democracia, define o parecer à CCJ de autoria da deputada Maria do Rosário.
O aumento da violência no campo tem a cara do Golpe
O relatório “Conflitos no Campo Brasil 2016” da CPT traz índices recordes e ainda mais preocupantes: aumentaram todos os tipos de conflito (maiores números dos últimos 10 anos, o de terra maior em 32 anos de documentação) e todas as formas de violência no campo em relação a 2015. Os assassinatos tiveram um aumento de 22%, menor índice de aumento em 2016, mas o maior número desde 2003. As agressões tiveram o maior índice de aumento: 206%
Fim dos direitos no campo?
4 milhões de trabalhadores assalariados rurais, dos quais apenas 40% têm carteira de trabalho assinada e os outros 60% vivem na informalidade, podem perder seus direitos básicos caso seja aprovado o Projeto de Lei 6442/2016. A extensão da jornada para 12 horas diárias e o já previsto aumento dos anos de contribuição para a Previdência Social devem acarretar uma sobrecarga de trabalho, sobretudo, para as mulheres do meio rural

