O PL 4.675 e a inovação digital
A ausência de normas permite que big techs utilizem estratégias agressivas, como aquisições predatórias e contratações simuladas, para eliminar concorrentes emergentes

A ausência de normas permite que big techs utilizem estratégias agressivas, como aquisições predatórias e contratações simuladas, para eliminar concorrentes emergentes
É mais fácil culpar o outro por nossas crises do que reconhecer que problemas atuais – alimentados pelos bilionários das big techs – decorrem do capitalismo agressivo, da concentração de poder e da dificuldade crescente de imaginar um futuro melhor
Plataformas digitais ampliam sua incidência política no mundo, enquanto países debatem a regulamentação do setor e planos de soberania tecnológica
Com essa redução da inteligência humana à racionalidade instrumental, como não pensar que a máquina irá, de fato, substituir os seres humanos?
Processos contra Big Techs questionam o modelo de negócio baseado na captura da atenção e rompem com o imaginário de neutralidade na rede
Pesquisador em IA analisa como a concentração de poder nas plataformas digitais influencia eleições, informação e soberania tecnológica
Em primeiro lugar, partimos da premissa de que a presença de crianças e adolescentes nas plataformas digitais integra a vida social. Nesse cenário, a regulação não pode limitar-se à repressão de conteúdos ilícitos ou à responsabilização difusa das famílias; o desafio consiste em reorganizar incentivos e incorporar a proteção desde a arquitetura dos sistemas
As transformações impulsionadas pelas big techs avançaram em ritmo muito mais acelerado do que a capacidade de nossas instituições e da própria cultura de assimilá-las e regulá-las. Para enfrentá-las, será necessário construir novas formas de ação coletiva, em todas as escalas da vida social – da esfera interpessoal à cultural e à política
Em vez de depender de Big Techs, o Brasil deve fortalecer bens públicos digitais como estratégia de desenvolvimento, autonomia tecnológica e futuro nacional
Quando a inteligência artificial passa a influenciar eleições, decisões administrativas, concessão de crédito, logística e comércio exterior, ela deixa de ser apenas uma ferramenta tecnológica e se transforma em infraestrutura crítica do Estado
A crescente aproximação entre grandes empresas de tecnologia e estruturas militares revela uma reconfiguração do poder contemporâneo, marcada pela centralidade dos dados, da inteligência artificial e das infraestruturas digitais
A pergunta que move o livro é direta: e se algoritmos, sobretudo os algoritmos de Inteligência Artificial, produzissem algo semelhante?