Cidades melhores acolhem os ritmos da infância
A supervalorização do modo rodoviarista alterou radicalmente a dinâmica urbana; a criança é o parâmetro mais inclusivo

A supervalorização do modo rodoviarista alterou radicalmente a dinâmica urbana; a criança é o parâmetro mais inclusivo
Dispomos de um conjunto sofisticado de princípios, instrumentos e mecanismos jurídicos voltados à construção de cidades mais democráticas, socialmente justas e ambientalmente equilibradas, mas continuamos produzindo territórios profundamente desiguais
Nos últimos anos, construiu-se muita habitação no interior de São Paulo, mas não para quem mais precisa. Leia no novo artigo do especial A cidade que o Brasil construiu – e o que ainda está por construir
Os eventos extremos atingem de maneira desigual os diferentes territórios. A adaptação deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a ser também uma questão de justiça territorial
Embora muitos indicadores apontem avanços na cobertura e na distribuição de infraestruturas sociais e urbanas nas últimas décadas, muitos dos antigos problemas urbanos persistem e continuam afetando de forma desigual
Notas sobre o papel do Estado, da sociedade e grupos populares na construção de cidades justas e seguras
A violência infligida aos animais não humanos é completamente ignorada quando decorre de decisões urbanísticas
Aos poucos, a eletricidade substituiu de vez o sistema a gás e, com o tempo, a tecnologia foi mudando na busca por cidades mais claras, mais seguras e com equipamentos de menor impacto ambiental
O saneamento básico é um dos maiores problemas das grandes cidades e metrópoles. Não apenas no mundo pós-revolução industrial, mas desde a formação das primeiras aglomerações humanas
Entre o concreto e a memória, São Paulo e Cali revelam a geografia racial da pobreza e a potência criadora das periferias negras latino-americanas
O que une esses extremos é o desafio de pensar uma metrópole que cresceu sem garantir o mesmo direito ao verde e à infraestrutura para todos. A paisagem da desigualdade se desenha nas árvores que faltam e nas histórias que resistem
“É através da distribuição no espaço urbano que se percebem as desigualdades e as distâncias físicas e sociais (estritamente relacionadas) que contribuem para a desconstrução do cidadão” (Flávio Matioli Veríssimo Silva e Eduardo Henrique Lopes Figueiredo).[1]
[1] In“Direito Social ao Transporte: nova diretriz e velhas premissas na mobilidade urbana”, Revista da AGU, Brasília-DF, v. 17, n. 01, jan/mar 2018, pp. 153-168, p. 155. Esta frase tem como base as observações de Milton Santos, geógrafo, jornalista, advogado, professor e escritor. Percebe-se que mobilidade é, então, um requisito para a cidadania.