O Riso e a Faca e a tentativa de contrariar os mapas hegemônicos
Com um longo histórico em documentários e prestes a lançar seu novo longa de ficção “O riso e a faca” no Brasil, em 30 de abril, o diretor e roteirista Pedro Pinho discute em artigo os ecos do colonialismo europeu que presenciou durante sua experiência ao filmar na África Ocidental. Eleito um dos dez filmes do ano pela celebrada Cahiers du Cinéma e premiado no Festival de Cannes 2025, O riso e a faca acompanha Sergio, um engenheiro ambiental português que se muda a trabalho para uma metrópole na Guiné-Bissau, onde estabelece uma relação com dois moradores locais, Diára e Gui. Inspirado na música de Tom Zé, o longa é uma coprodução entre Portugal, França, Romênia e Brasil, assinada pela produtora Tatiana Leite, da Bubbles Project. Rodado entre o deserto da Mauritânia e a Guiné-Bissau, o filme mergulha na complexa relação entre a Europa e África, investigando novas expressões que essa dinâmica ganhou ao longo dos séculos

