Reativar o passado, potencializar a história
Resenha do livro História potencial: desaprender o imperialismo de Ariella Aïsha Azoulay (Ubu Editora, 2024, trad. Célia Euvaldo)

Resenha do livro História potencial: desaprender o imperialismo de Ariella Aïsha Azoulay (Ubu Editora, 2024, trad. Célia Euvaldo)
A estratégia sionista é liquidar os palestinos. Para o agronegócio, a vida também pouco importa, e por isso contaminam o ambiente com agrotóxicos que afetam mais povos indígenas e camponeses
Os bilhões de dólares de ajuda não foram suficientes; a contraofensiva ucraniana falhou. Na esperança de manter os fluxos financeiros vindos das capitais ocidentais, Kiev retrata seu agressor como uma potência colonial que ameaçaria toda a Europa. Retornar à história do Império Russo e ao lugar singular que a Ucrânia ocupa nela é um convite para questionar essa ideia
O colonialismo se materializa como um permanente estado de exceção, promovendo o apagamento irrestrito da distinção entre o combatente e o não combatente. O direito colonial só funciona na medida em que suspende o direito da população colonizada
Françoise Vergès descortina o paradoxo da representação do museu ocidental para seus leitores. Confira resenha do novo livro da autora, publicado este ano pela Ubu Editora
O que faz de um ato violento legítimo ou não? Entre o repúdio à barbárie e o uso político da violência há um manancial de dimensões e categorias cuja análise é indispensável
No Brasil para o lançamento do livro “Decolonizar o museu – programa de desordem absoluta”, a autora discute a relação entre o colonialismo, o capitalismo financeiro e o museu ocidental
Dos olmecas aos astecas, passando pelos maias, os povos desta região da América Central hoje chamada México organizaram sua alimentação em torno de plantas desconhecidas no Ocidente: feijão, abóbora e milho. No entanto, os conhecimentos e as práticas botânicas acumulados ao longo de milênios foram destruídos pelos conquistadores e saqueados por comerciantes
A economia digital utiliza a algoritmização como engrenagem necessária para a concentração de capital e poder das empresas sobre as pessoas
Da colonização a missões desastrosas, de terremotos à exploração de stevia para a indústria de refrigerantes, o Haiti é símbolo de tudo o que tem acontecido na América Latina. Porém, a despeito de seu tamanho territorial, as consequências se elevam à terceira potência, como demonstrado neste texto definitivo sobre o tema, do pesquisador Wisly Joseph. Acompanhe no novo artigo da série Desafios da integração
Exposição “Paul Gauguin: o outro e eu” discute pinturas feitas por Paul Gauguin na Polinésia Francesa sob olhares contemporâneos
A história da Retomada da Gruta do Tigre, com todos os seus desdobramentos, é o retrato perfeito de como a estrutura de poder racista e colonial, seu imaginário e formas de operação permanecem vivos no Brasil, e se reproduzem em cada pequena cidade