45 candidaturas ao Senado e aos governos estaduais têm vínculos com canais de rádio e TV
Na era da inteligência artificial, velhas práticas políticas persistem na disputa pelo poder

Na era da inteligência artificial, velhas práticas políticas persistem na disputa pelo poder
O que o Congresso tem escolhido como prioridade quando crianças e adolescentes entram em pauta?
Dados parecem indicar um menor interesse dos parlamentares pela ciência em si, uma vez que as universidades oferecem maior alcance, sobretudo por meio de projetos de extensão
É evidente que o sistema político está sendo alvo de um processo sistemático de demolição de imagem. A pergunta que surge, então, é: esse é um processo espontâneo, aleatório, resultado da superficialidade desses novos tempos e lideranças? Ou é um projeto deliberado, planejado e premeditado?
Amazônia Legal concentra a maior parte dos indígenas e das candidaturas de mulheres originárias do país, mas esse grupo elegeu na região apenas uma representante, que é bolsonarista. Como motivos da derrota, candidatas apontam desigualdade de verba, compra de votos e violência
O Congresso Nacional, comandado por aliados do governo, utilizou-se da pandemia para reduzir os espaços de participação social e debate público. O objetivo é aprovar projetos a toque de caixa e, em paralelo, apropriar-se do orçamento público – um processo de centralização e autoritarismo que afasta ainda mais o Congresso de seu papel de casa do povo
A “PEC do equilíbrio entre os Poderes” não é simplesmente inconstitucional, é de inconstitucionalidade ululante, acachapante e está inserida em um outro tema mais relevante que é a decadência da democracia
Em que pese reconhecer que o novo Congresso foi o mais renovado em duas décadas e que terá mais jovens, mulheres, negros, mais parlamentares conectados às redes sociais, mais estreantes ou deputados e senadores em primeiro mandato e será mais instruído que os anteriores, pode-se afirmar com segurança que será o mais conservador dos últimos quarenta anos
O bolsonarismo atende aos anseios da sociedade ao oferecer algo aparentemente novo e aqui exige um cuidado fundamental: o novo não é na figura, mas na forma. A forma de comunicar, de tratar dos problemas e achar soluções
Dominando o Legislativo, pressionando o Executivo e influenciando o Judiciário, o setor vem se configurando como principal força no retrocesso de legislações socioambientais e de defesa dos direitos.
Hoje, no “brasil”, aparentemente perdemos, no Estado e na sociedade, as referências a esse pacto civilizatório mínimo que constituiu a nação. Perdemos o reconhecimento da alteridade como parte de uma humanidade comum. Informados pela mídia e/ou pelas redes sociais, temos acompanhado microcenas de horror e barbárie que vêm compondo um enredo perverso
Márcia Pereira Leite
O imaginário recorrido atualmente pelo MBL é o das “guerras culturais” e da luta contra o “marxismo cultural”. A semente desta segunda ideia vem sendo plantada há muitos anos pela direita brasileira, tendo Olavo de Carvalho seu principal formulador. Gabriel de Barcelos