O direito à casa, à cidade, à urbanidade, e a escala 6×1
Quanto ao direito à cidade, não basta reviver uma prática política que o coloque em seu foco central, apenas partindo de serviços e redesenho de partes da cidade

Quanto ao direito à cidade, não basta reviver uma prática política que o coloque em seu foco central, apenas partindo de serviços e redesenho de partes da cidade
Os conflitos pela terra permanecem intensos, com novos e antigos sujeitos. Ao contrário do que possa parecer eventualmente, a “profecia” de Noé, segundo Machado de Assis, não tem somente motivação individual ou moral, mas razões políticas e raciais de longa data que procuram negar, de forma violenta, o acesso à terra à grande maioria da população
Os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil vêm se mobilizando há muito tempo para defender os direitos à moradia e melhorar o acesso à moradia digna para as comunidades marginalizadas na maior cidade do Brasil. Essas iniciativas agora estão sendo combinadas com esforços para descarbonizar a cidade e reduzir a poluição para tornar os espaços urbanos mais justos e sustentáveis
Confira as resenhas dos livros “A última noite de José Wilker”, “Os pares de sapato não acompanham as quedas” e “A moradia é a base estruturante para a vida e a inclusão social da população em situação de rua”
A trajetória da reabilitação urbana e de edifícios em Portugal sinaliza alguns avanços necessários no Brasil
Além de garantir atendimento prioritário a grupos vulneráveis, reforçando lutas sociais e por direitos após um período em que essas pautas haviam sido combatidas pelo Estado, o novo MCMV tem o potencial de ser a plataforma programática do desenvolvimento urbano brasileiro
A capital financeira do Brasil atualmente lida com uma crise humanitária que denuncia nos quatro cantos da cidade o cenário da desigualdade no país. Neste contexto, pessoas dormem nas ruas no meio do lixo do qual se alimentam e milhares de famílias vivem em habitações precárias, com riscos de incêndio e desabamento.
Veja a seguir o terceiro artigo da série do Le Monde Diplomatique Brasil com análises de militantes de movimentos sociais inspiradas nas manifestações pela democracia e contra Bolsonaro realizadas no dia 7 de setembro
O que se vê no país é um crescente número de famílias passando a integrar o déficit habitacional, com a anuência do próprio Estado, que não promove e sim viola os direitos humanos
Mais de 20 mil pessoas foram obrigadas a quebrar qualquer forma de isolamento e proteção própria diante do coronavírus, vivenciando uma grande degradação de suas condições de habitação e saneamento em função da remoção.
Se o orçamento destinado ao auxílio aluguel no município de São Paulo chama atenção, é preciso lembrar que a Secretaria de Habitação utiliza por ano quase o mesmo montante que o Tribunal de Justiça de São Paulo gasta para arcar com o auxílio moradia de menos de 2.500 juízes e procuradores. Caracterizado pelo pagamento mensal de mais de R$4.000, este auxílio moradia ofertado pelo Tribunal se destina a membros do judiciário cujos salários iniciais chegam a 20 salários mínimos.
Pode não ser evidente, mas existe uma conexão direta entre políticas urbanas e habitacionais – responsáveis pela efetivação do direito à cidade e à moradia – e o enfrentamento da questão da segurança pública.