Por que as conquistas não se convertem em votos?
A reprimarização da economia cobra seu preço político

A reprimarização da economia cobra seu preço político
Há uma mulher negra disputando as eleições de 2026, mas a mídia decidiu que ela não existe
Discurso de Flávio Bolsonaro no CPAC indica alinhamento com EUA e Israel, reforça papel do Brasil como exportador de matérias-primas e reabre espaço para tensões institucionais no cenário eleitoral
A ideia de que o Brasil vive uma polarização crescente tornou-se quase um lugar-comum no debate público
Em um Brasil marcado por turbulências políticas e econômicas, 2026 começa sob incertezas tanto no cenário internacional quanto no doméstico. As tensões externas e o acirramento da disputa política interna se combinam com a desaceleração da economia, que perde fôlego diante das restrições fiscais e do aperto monetário
Qual é o preço e o tamanho do apoio que a família Bolsonaro ainda pode oferecer a um candidato competitivo à Presidência?
A eleição é um marco, confirmando a perda das duas coalizões que dominaram a política chilena nos trinta anos após o fim da ditadura do general Augusto Pinochet e o retorno à democracia
Brasil e Colômbia têm a oportunidade de mostrar ao mundo que a defesa democrática é um exercício contínuo, no qual a sociedade civil desempenha um papel central
Enquanto o presidente Donald Trump lança uma caça às bruxas contra seus opositores, um muçulmano socialista e pró-Palestina, evidentemente acusado de antissemitismo por seus adversários, pode ser eleito prefeito da cidade que abriga Wall Street. Nova York é também o município com o maior número de judeus no mundo, ao lado de Tel Aviv. Muitos deles votarão em Zohran Mamdani no próximo 4 de novembro
Zohran traz uma lufada de ar novo no partido democrata, incapaz de responder a altura à agenda identitária e xenófoba do partido republicano — que explora ressentimentos de gênero, classe e raça, especialmente no eleitorado masculino branco sem grau universitário que se sente desatendido pelas políticas afirmativas do partido para as minorias raciais e étnicas e a comunidade LGBTQ+
Desde a revolta popular de 2019, que abalou o governo de direita da época, o Chile passou por várias consultas para substituir a Constituição herdada da ditadura – sem sucesso –, e a esquerda comandou o Palacio de La Moneda. Cinco anos após esse evento histórico e às vésperas de novas eleições, o que restou do estallido social?
A eleição presidencial romena de 2024 surpreendeu ao registrar resultados inesperados e ser anulada, um caso sem precedentes em democracias