Lula, corpos políticos e as vontades de um país
O futuro nos aguarda e nos desafia: quais corpos e formas políticas irão guiar e comportar nossas ideias e vontades?

O futuro nos aguarda e nos desafia: quais corpos e formas políticas irão guiar e comportar nossas ideias e vontades?
A extrema direita construiu sua base na política do Rio de Janeiro e fez do estado a principal vitrine do seu projeto para o Brasil
Quem nasceu depois de uma ditadura pode reconhecer a violência daquele período, mas dificilmente sentirá a mesma coisa que alguém que esperou por um familiar desaparecido ou aprendeu a medir as próprias palavras por medo de ser denunciado
Como é possível um libanês bater no peito com orgulho de sua origem e apoiar no Brasil um governo que é conivente com a destruição dos seus patrícios?
Os Estados Unidos sempre interferiram nos assuntos do Brasil. A campanha para as eleições gerais de 4 e 25 de outubro confirma isso. A vitória do candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro, apoiado pelo governo Trump, provocaria uma mudança regional favorável ao ocupante da Casa Branca e a seu projeto de retomar o controle da América Latina
Como controlar o impacto das Inteligências Artificiais que nós não vemos?
A indústria cultural e a ausência de pensamento crítico facilitam a aceitação de discursos autoritários em períodos eleitorais. É necessário resgatar o sentimento e a arte como ferramentas essenciais para interpretar o mundo antes que as narrativas decidam por nós. A síntese entre razão e emoção é o único caminho para uma cidadania plena e consciente
Mudanças demográficas da população impactam diretamente as preferências eleitorais e as estratégias de campanha dos candidatos
Os caminhos para alargar o horizonte estão no presente e passam por uma democracia antirracista e ambientalmente justa, que não se rende aos alarmismos e se ergue junto aos corpos historicamente escolhidos para morrer, mas que seguem decidindo viver e lutar
Quando uma mulher disputa poder, tenta-se desqualificar sua racionalidade; quando muitas votam contra a extrema-direita, tenta-se desqualificar o próprio voto feminino
A pressão exercida por Michelle sobre a sucessão do bolsonarismo pode estar produzindo fissuras que escapam ao comando da própria família, justamente porque encontram, no subsolo da coalizão conservadora, fraquezas que já estavam lá.
Pela primeira vez, o debate deixou de ser “quem acompanhará Bolsonaro” para se tornar “quem poderá representar Bolsonaro”. É uma mudança silenciosa, mas profundamente reveladora