Testes que falham, humanos que decidem
Por que continuar controlando a evolução tecnológica como se ela estivesse separada de nós?

Por que continuar controlando a evolução tecnológica como se ela estivesse separada de nós?
No país muito já utilizaram a IA, mas a média nacional mascara uma desigualdade profunda no acesso qualificado à tecnologia
A nova lei de pesquisa clínica retira a ética do controle social, cria conflitos de interesse e fragiliza a proteção dos participantes, configurando um exemplo emblemático de como a lógica neoliberal prioriza interesses privados em detrimento dos direitos e da saúde pública
No livro A Ética da Inteligência Artificial: Princípios, Desafios e Oportunidades, Luciano Floridi inicia a discussão desmistificando a ideia de que a IA é verdadeiramente “inteligente”
Quando o real e o falso se confundem, manter a confiança em nossas percepções é um desafio urgente. O que vemos é realmente confiável?
Mark Coeckelbergh, autor de “Ética na Inteligência Artificial”, lançamento da editora Ubu, conversa com o Diplô sobre perigos e oportunidades no uso das IAs
A promessa da inteligência artificial é que ela melhore nossa vida. Entretanto, pode ser que isso não ocorra tal como esperado, uma vez que decisões, inevitavelmente, envolvem padrões éticos e avaliações morais complexas, o que pode resultar em injustiças
A astúcia desse ataque está na forma estética em que a extrema-direita amalgamou os múltiplos afetos e sensações que marcam os nossos dias – medo, raiva, angústia, frustração, ressentimento, ansiedade, insegurança etc. –, oferecendo um reconfortante retorno imaginário à comunidade aos seus novos e velhos adeptos, além, é claro, de produzir formidáveis bodes expiatórios para os problemas complexos do mundo e a decadência das condições de vida, a quem as pessoas poderiam dedicar o seu ódio a vontade
Nas últimas décadas, a biologia molecular abriu perspectivas vertiginosas: agora é possível modificar a genética de um embrião, de modo a corrigi-la para seu próprio bem, explicam certos pesquisadores, mas correndo o risco de alimentar um mercado de humanos sob medida, retrucam outros. Como informar a população e impor limites a essas práticas?
A grave crise da imprensa iniciada nos anos 2000 se encerrou, ao menos no plano econômico. De um lado, os grupos tradicionais que apostaram nas assinaturas e na informação on-line paga se recuperam. De outro, emergem dezenas de sites de variedades inteiramente dependentes da publicidade – e do número de páginas visitadas
Sophie Eustache e Jessica Trochet
O movimento da ciência aberta preconiza que as ferramentas e os dados utilizados pelos cientistas sejam disponibilizados publicamente para ampliar seus benefícios a toda a sociedade. Embora haja inegáveis avanços nos últimos anos, ainda há forças que resistem a essa ideiaClaudia Domingues Vargas e Fabio Kon
A União Europeia aprovou novo acordo para ajuda financeira à Grécia, com a condição de que ela aceite uma “supervisão reforçada” da sua gestão orçamentária. O plano agrava ainda mais a situação de um país que já sangra. A obstinação em preconizar o rigor se explicaria por convicções morais mais poderosas que a razão?Mona Chollet