Como a extrema direita transforma misoginia e indisponibilidade afetiva em projeto político
O que alimenta a exasperação do ódio e a violação do consentimento como parte da propaganda política da extrema direita?

O que alimenta a exasperação do ódio e a violação do consentimento como parte da propaganda política da extrema direita?
A militarização constitui hoje o principal mecanismo de acumulação financeira, não só pelo volume de seus lucros, mas também porque sua realização constitui um mecanismo de expropriação, destruição e limpeza social essencial para abrir espaço para novos empreendimentos
Nos últimos anos, os Países Baixos tornaram-se um laboratório de aproximação e aliança entre os partidos de direita, incluindo os de extrema direita. As divisões e desentendimentos, bem como as escaladas retóricas sobre imigração, custaram a essas formações uma derrota apertada nas recentes eleições legislativas. Mas não se pode excluir um rebote a curto prazo
Dois grandes debates da sociedade brasileira parecem ter se cruzado no polêmico PL Antifacção: o combate ao crime organizado e os ataques à soberania nacional brasileira
No mundo salvacionista ocidental-cristão, cabe, numa distorção da realidade, a defesa de uma chacina e até mesmo aplausos
O ensaio analisa as eleições legislativas argentinas de 2025, que consolidaram o poder de Javier Milei e revelaram a crescente influência dos Estados Unidos sobre a política e a economia do país. Discute-se o avanço do negacionismo histórico e o enfraquecimento da memória democrática diante da aliança ultraliberal com Washington. A Argentina surge em uma encruzilhada entre dependência externa, erosão institucional e promessas de modernização tecnológica subordinada
A cultura de direita produz “máquinas mitológicas” como dispositivos narrativos combinando fatos e ficções politicamente capitalizáveis
O governador Cláudio Castro (PL) vive o momento de maior visibilidade de todo o seu mandato. Após a megaoperação no Complexo da Penha e do Alemão, que resultou oficialmente em 121 mortos, ele não apenas galvanizou o apoio de setores conservadores, como também obteve um respaldo expressivo da opinião pública, inclusive entre parte da população das comunidades afetadas
A operação no Rio serviu para colocar de volta a extrema direita no debate público. O tema da violência urbana, do “bandido bom é bandido morto”, vem à tona para desviar a conscientização da classe trabalhadora sobre os temas que realmente irão resolver o problema da sua precarização
A eficácia da Operação no sentido de combate ao crime foi nenhuma: o número dois do Comando Vermelho, alvo declarado, conseguiu escapar. A operação se mostrou uma tragédia em sua letalidade e um fracasso em seu objetivo declarado. Mas um sucesso de propaganda
Não há novidade aqui: a extrema direita global soube jogar o jogo erótico-político: ela mobiliza a retórica “justiceira” e “renovadora” (sic) com o suporte das capacidades virais e viris oferecidas pelas redes sociais
Esse foi o diagnóstico preciso apresentado pelo Presidente Lula durante reunião na ONU na última semana