A inteligência artificial e o novo limite histórico do capitalismo
Quando a humanidade cria uma força produtiva que já não controla democraticamente

Quando a humanidade cria uma força produtiva que já não controla democraticamente
Consumo sem soberania, adoção sem agenda: o Brasil na geopolítica da IA
Será que a condução errática do presidente norte-americano esconde uma coerência: uma formidável retomada do controle da economia pelo Estado, mas um Estado conduzido por banqueiros de investimento? Na verdade, Donald Trump segue a mesma estratégia de seu antecessor: organizar a soberania dos Estados Unidos em relação à China nos setores críticos da defesa e da inteligência artificial
Em uma época marcada pela hiperespecialização do conhecimento, pela velocidade da informação e pelo avanço da inteligência artificial, torna-se cada vez mais necessário refletir sobre o verdadeiro significado da inteligência humana
Pensar imagens no contexto do colonialismo de dados e da inteligência artificial implica perguntar que tipo de política está em jogo quando fotos são rotuladas
Em suas estratégias de desenvolvimento em IA, os países do BRICS concentram-se na aplicação da inteligência artificial em áreas-chave, lançando projetos demonstrativos em setores cruciais como agricultura, saúde, finanças e energia
Entre reforço de crenças e espirais de ilusão, o uso de IA levanta questões sobre verdade, aprendizado e controle do conhecimento na sociedade digital
Por que continuar controlando a evolução tecnológica como se ela estivesse separada de nós?
No país muito já utilizaram a IA, mas a média nacional mascara uma desigualdade profunda no acesso qualificado à tecnologia
Com essa redução da inteligência humana à racionalidade instrumental, como não pensar que a máquina irá, de fato, substituir os seres humanos?
A blindagem das elites opera em níveis tecnológico, narrativo e psicológico, e que, diante dessa crise de confiança, a resposta não pode ser apenas técnica, mas sobretudo ética, baseada na persistência moral de indivíduos e grupos
Quando a inteligência artificial passa a influenciar eleições, decisões administrativas, concessão de crédito, logística e comércio exterior, ela deixa de ser apenas uma ferramenta tecnológica e se transforma em infraestrutura crítica do Estado