Quando algoritmos se tornam instituições: política, governança e democracia na era da IA
A pergunta que move o livro é direta: e se algoritmos, sobretudo os algoritmos de Inteligência Artificial, produzissem algo semelhante?

A pergunta que move o livro é direta: e se algoritmos, sobretudo os algoritmos de Inteligência Artificial, produzissem algo semelhante?
A inteligência artificial é uma oportunidade para ganhar produtividade e reduzir custos, mas existe o risco de perda de empregos, desafios relacionados com os direitos de autor, dentre outros
Em tempos de IA, tem sido ainda mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do próprio capitalismo – cujo modus operandi, este sim, ameaça tanto a(o)s trabalhora(e)s quanto a natureza
O que antes habitava a ficção científica agora redefine o poder e a guerra: máquinas que decidem quem vive e quem morre
Em todo o mundo, governos despejam centenas de bilhões para desenvolver uma “inteligência artificial (IA) soberana” – um oximoro, já que essa tecnologia depende das indústrias norte-americanas. Inflada pelas tensões internacionais, a soberania tornou-se uma mercadoria que rivaliza com o ouro, as criptomoedas e os carros de luxo
No Brasil, em um país historicamente marcado por desigualdades raciais e territoriais, o “Google Zero” amplifica um problema antigo: a exclusão de vozes diversas da esfera pública
O que isso tudo tem a ver com a IA e nosso tempo atual?
Ao longo da década de 1970, o mundo do trabalho sofreu em cheio a primeira grande onda de informatização. Os documentos produzidos na época pelas principais centrais sindicais francesas atestam sua combatividade e uma crítica incisiva ao fenômeno. Meio século depois, eles nos oferecem ferramentas afiadas diante do avanço da inteligência artificial
A proposta do atual governo é de fugir da tática de domesticação da cadeia de suprimentos de IA e investir num estimulo a competitividade
No livro A Ética da Inteligência Artificial: Princípios, Desafios e Oportunidades, Luciano Floridi inicia a discussão desmistificando a ideia de que a IA é verdadeiramente “inteligente”
Este texto não é apenas reflexão filosófica nem manifesto tecnológico. É um chamado insurgente a uma nova consciência, necessária para um novo paradigma que ultrapasse o racionalismo instrumental e reinstaure o encantamento na máquina por meio de uma nova relação entre técnica, humanos e natureza, não antropocêntrica, e não utilitária
Criado originalmente em 2009 com quatro membros, o BRICS vem se expandindo para refletir um mundo multipolar e promover a cooperação em áreas como economia, saúde, energia, segurança, ciência e tecnologia