É urgente conter o aquecimento global
O papel das universidades é crucial. Elas precisam recuperar e produzir conhecimentos que nos permitam entender a realidade em cada território e enfrentar as mudanças climáticas nos diversos ecossistemas

O papel das universidades é crucial. Elas precisam recuperar e produzir conhecimentos que nos permitam entender a realidade em cada território e enfrentar as mudanças climáticas nos diversos ecossistemas
Até agora, três dos limiares planetários – a mudança climática, a perda da biodiversidade e o ciclo do nitrogênio – já foram excedidos, e mais quatro – ciclo do fósforo, acidificação dos oceanos, uso de água doce e do solo – serão logo ultrapassados se as atividades humanas mantiverem o ritmo atual
Neste momento, a noção de “America first” propagada pelo governo dos EUA constitui um fator impeditivo ainda mais efetivo do que a de “market first”. Em função disso, são poucos os países dispostos a situar as negociações fora do quadro exclusivamente mercantil e dos interesses estritamente nacionais
Com 17% da floresta consumidos, chegamos a uma situação limite. O governo precisa escolher entre liderar uma transição para novos parâmetros de desenvolvimento global ou continuar sendo fiador do passado, garantindo sobrevida a uma concepção baseada na superexploração dos ativos sociais e ambientais para usufruto de poucos
Um dos raros países com eletricidade ainda produzida por centrais térmicas a carvão, e sexto maior poluente do mundo, a Austrália dispõe de todos os meios econômicos e tecnológicos para enfrentar esse desafio. Mas lobbies organizados impedem a tomada de medidas voltadas ao meio ambiente
Para sair da crise, vários governos estão propondo medidas de um “keynesianismo ecológico”, que combinam a retomada do crescimento com o respeito ao meio ambiente, mas para que o dispositivo funcione é preciso ir além e promover um rompimento radical com a política neoliberal
Visando o aumento da renda fundiária, empresas privadas e latifundiários brasileiros atravessam as fronteiras para o Paraguai e a Bolívia em busca de terras férteis e baratas. A expropriação de camponeses e indígenas e a destruição ambiental fazem parte do processo, independentemente do país em questão
O degelo progressivo dos pólos pode dar lugar a um desastre sem precedentes que irá gerar um aumento muito maior e mais acelerado do nível das águas. E um tratado “pós-Kyoto”, necessário para evitar a catástrofe, deve demorar a surgir
Os efeitos do Atlântico Sul no clima e no tempo ainda não foram completamente compreendidos, em especial nas costas brasileiras. Entender esse fenômeno faz parte de um estudo mais amplo que o país vem desenvolvendo na Antártica com o objetivo de determinar a importância desse oceano como sumidouro de carbono do planeta
Enquanto a maioria da população brasileira deseja entrar na sociedade de consumo, parte significativa pretende ascender ao padrão da classe média alta. Concretizar essas aspirações, porém, tem um alto custo: a superexploração do trabalho e a subestimação dos custos ambientais
Não é verdade, portanto, como afirmam apressadamente alguns, que, na esfera ambiental, os cinco anos e cinco meses do governo Lula resultaram em “redondo fracasso”. Afirmar tal “fracasso” seria dizer que, à frente do Ministério do Meio Ambiente, Marina nada fez pela Amazônia.
Em 1962, bastou o bom senso de um punhado de homens, encastelados em Washington e Moscou, para exorcizar o fantasma da guerra total. Agora, a natureza foi provocada além da medida, seus elementos foram despertados e estão em curso processos incontornáveis.