Auxílio emergencial é prorrogado sem atender quem mais precisa
Engana-se quem pensa que a prorrogação do auxílio-emergencial é para enfrentar o empobrecimento, o desemprego e a fome que assola a população brasileira em números recordes

Engana-se quem pensa que a prorrogação do auxílio-emergencial é para enfrentar o empobrecimento, o desemprego e a fome que assola a população brasileira em números recordes
Ao iniciar-se 2021, a despeito do Brasil ainda não ter um plano nacional de vacinação célere e eficiente e, por conseguinte, o número diário de infecções e mortes por Covid-19 estar aumentando, as autoridades econômicas, mais uma vez por pressão legislativa, autorizaram a reedição do programa de renda mínima emergencial
No caso brasileiro as consequências humanitárias e os efeitos desastrosos da pandemia, decorrentes da imperícia na gestão da crise sanitária, atingiram o país no pior momento, quando é incontestável a regressão no enfrentamento da pobreza e da desigualdade, pelos efeitos de cinco anos de primado de austeridade fiscal na gestão das políticas públicas. Triste e lamentável, pois a situação poderia ser muito diferente pelo legado de políticas públicas e capacidade de gestão deixado nas duas décadas anteriores. Novo artigo do Observatório da Economia Contemporânea analisa os efeitos da austeridade fiscal e os desafios pós-Covid no enfrentamento da pobreza e das desigualdades
Como chegamos a um momento histórico em que as próprias causas da crise em curso são repetidamente apresentadas como sua solução? As origens da Covid-19 mesclam as duas pontas dos nossos circuitos de produção, as florestas e as fazendas industriais.
A pandemiologia é a reflexão causada pelos efeitos sociais, culturais, antropológicos do contágio e das epidemias sobre as populações