Reinventar-se para educar para o futuro
Diante de um ambiente em transformação, mostrou-se imprescindível redefinir os rumos do Ensino Superior. Como deveriam, a partir de então, guiar-se as universidades?

Diante de um ambiente em transformação, mostrou-se imprescindível redefinir os rumos do Ensino Superior. Como deveriam, a partir de então, guiar-se as universidades?
A rápida difusão da inteligência artificial tem sido apresentada como um destino tecnológico incontornável. No campo educacional, porém, seu avanço está longe de ser neutro ou inevitável: suscita cautela, alarme e disputas profundas sobre seus efeitos formativos. Embora o discurso dominante celebre a IA como instrumento de produtividade e democratização do conhecimento, uma análise histórica e sociológica revela um risco distinto e mais profundo: a inauguração de um novo regime de desigualdade, menos visível e mais radical
Transformar a realidade em um Brasil tão diverso, pode ser algo incômodo
As escolas de tempo integral cumprem, também, uma função secundária, mas decisiva. A de esvaziamento das ruas. Funcionam como dispositivos de captura dos corpos juvenis, sob o argumento civilizatório de que o perigo está lá fora
Uma morte provocada pelo neoliberalismo e por um trabalho – bem-feito, convenhamos – executado minuciosamente pela extrema direita, que busca destruir qualquer coisa que tenha a ver com produção de conhecimento e cultura. O estudante se torna um custo, o professor se torna um produto barato a ser administrado e explorado até o fim
Que no dia 28 de abril, para além de datas, números e tratados, possamos celebrar e seguir lutando por uma educação para todos e com muito sentido para cada um
Paulo Freire constrói a pedagogia do oprimido de forma a estudar as várias formas de opressões sociais que se encontram na prática educacional na sociedade, não se limitando ao âmbito escolar, mas se estendendo a vários setores e relações de forças diferentes
Há um esforço deliberado de governos autoritários em omitir a história para perpetuar a violência contra os povos indígenas e afrodescendentes. No Brasil não é diferente
Apesar de Paulo Freire ser inspirador e de ter se transformado em patrono da educação brasileira, suas ideias são usadas pontualmente, e não como uma política pública aplicada ao sistema educacional brasileiro como um todo. Os governos anteriores, por mais que tivessem nas ideias de Freire um norte, não quiseram aplicar suas teorias em nosso sistema educacional
Depois de 50 anos de sua publicação, “Pedagogia do Oprimido” continua atual e se faz necessária e fundamental, porque Educação é muito mais que garantir boas notas em testes, como pretende os interesses das classes dominantes. O fazer educativo é um processo vivo, orgânico, cotidiano de formação humana e socialização