“Tem irmão morrendo aqui dentro!”: a gestão carcerária-militar (do limite) da vida
Nos últimos meses de pandemia, começou um nova fase do massacre no sistema carcerário. Arquipélago de instituições onde “o colapso é o ponto de partida”

Nos últimos meses de pandemia, começou um nova fase do massacre no sistema carcerário. Arquipélago de instituições onde “o colapso é o ponto de partida”
Com a pandemia, o quadro geral de precariedade, exclusão e adoecimento nas prisões tornou-se ainda mais preocupante, não só pelo previsível efeito letal da doença em ambientes insalubres, mas também em razão das decisões governamentais e judiciais que agudizaram o problema e ampliaram os riscos da crise sanitária em curso
Da sarna à tuberculose, passando pelos surtos de sarampo e casos de meningite meningocócica, os cárceres – imundos, superlotados, com racionamento de água, sem assistência médica e falta de produtos de higiene e limpeza – são ambientes ideais para a propagação da Covid-19. Ademais, soma-se ao vírus novas camadas de opacidade no fluxo dos cadáveres
Reinventando suas próprias esperanças, seis detentos unem-se para formar um grupo de teatro dentro da prisão de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro: o Kriadaki
A divergência entre os dados sobre o sistema prisional colhidos e divulgados pelo CNJ e o Departamento Penitenciário Nacional expõe a necessidade de um sistema informações sobre a população encarcerada eficiente que embase a política de justiça criminal
Em Lírios não nascem da lei, Fabiana Leite retrata uma das maiores brechas do sistema carcerário brasileiro, que apenas ganhou visibilidade nos últimos meses com a repercussão na mídia de casos degradantes e com a decisão do STF de conceder habeas corpus coletivo às mulheres nessa situação