O labirinto do WhatsApp
Mais do que uma simples ferramenta, o WhatsApp tornou-se parte da arquitetura emocional que estrutura a vida pública brasileira

Mais do que uma simples ferramenta, o WhatsApp tornou-se parte da arquitetura emocional que estrutura a vida pública brasileira
Os anúncios recentes de Mark Zuckerberg redefinem o combate à desinformação ao questionar a própria existência do problema
A transformação na forma de fazer política impulsionada pela internet e pelo funcionamento das redes sociais tem um papel essencial. O presidente Jair Bolsonaro é um fenômeno tecnopolítico porque é um produto da dinâmica das redes sociais
Pesquisa lançada pelo Intervozes conclui que medidas são insuficientes e reforçam o poder das plataformas digitais
Está cada vez mais evidente a importância das redes sociais nas comunicações, mas continua havendo um mito de que essas redes são o espaço da liberdade, da livre expressão de qualquer um. Google e Facebook estão aí para dizer que não. Vejamos.
Pesquisa acerca do emprego do WhatsApp durante as eleições presidenciais de 2018 mapeia as características das fontes de informação que circularam nestes ambientes. Dados foram coletados em 213 grupos públicos de apoio aos presidenciáveis e todos os 77.636 links postados foram examinados
A extrema-direita utiliza do que há de mais sofisticado em termos de tecnologia de informação e conduz as parcelas menos engajadas do eleitorado a revoltarem-se com boatos que modificam os resultados de uma eleição “democrática”
Sabemos que a corrida eleitoral vai ser acirrada. Não tanto pelos candidatos fortes que temos, mas muito mais pelas disputas narrativas empreendidas por seus eleitores e os inúmeros veículos de comunicação. A arena certamente será o WhatsApp, que vem se tornando também importante substituto de veículos tradicionais de comunicação