Violência e masculinismos nas escolas
Cenário de violências sistemáticas expõe uma situação cruel: nem em casa nem na escola, meninas estão seguras, o que desmistifica a ideia geral de proteção nesses espaços. Dados revelam que os principais autores dessas violências são meninos e homens, realidade que ganha mais contornos e impulsão por meio de discursos masculinistas, que reforçam violências baseadas em gênero
Nos últimos anos, escancarou-se um cenário de violência contra mulheres e meninas, com notícias diárias de ameaças, violências e assassinatos que chegam até nós e corroboram os dados. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2024, todos os dias, ao menos quatro mulheres morreram vítimas de feminicídio no Brasil. Sabemos quem são essas mulheres e seus agressores: em sua maioria, mulheres negras (63,6%), jovens (de 18 a 44 anos, representando 70,5% das vítimas), violentadas e mortas no ambiente doméstico (64,3%), por seus companheiros ou ex-companheiros (79,8%). Em 97% dos casos, segundo a pesquisa, os autores eram do sexo masculino, assim como nos crimes de mortes violentas intencionais (87,3%). Quanto à violência sexual contra mulheres e meninas, foram registrados no Brasil, em 2024, 87.545 casos de estupro, sendo 67.204 deles, ou 76% do total, de estupro de vulnerável. Ainda que 13,8% dos…

