O que acontece quando ouvimos as vítimas
Aqueles que detêm o poder intencionalmente não contam a história completa, para que, em vez de reconhecer a injustiça, você enxergue apenas a versão do opressor

Aqueles que detêm o poder intencionalmente não contam a história completa, para que, em vez de reconhecer a injustiça, você enxergue apenas a versão do opressor
Análise de cobertura do grupo Globo revela um alinhamento com o discurso oficial e ignora moradores que presenciaram a chacina mais letal da história do Brasil
A medicina procura salvar vidas considerando que a vida tem muito mais valor do que a imagem, e foi com a ideia de salvar vidas que o médico Freud iniciou a psicanálise
A operação no Rio serviu para colocar de volta a extrema direita no debate público. O tema da violência urbana, do “bandido bom é bandido morto”, vem à tona para desviar a conscientização da classe trabalhadora sobre os temas que realmente irão resolver o problema da sua precarização
A eficácia da Operação no sentido de combate ao crime foi nenhuma: o número dois do Comando Vermelho, alvo declarado, conseguiu escapar. A operação se mostrou uma tragédia em sua letalidade e um fracasso em seu objetivo declarado. Mas um sucesso de propaganda
Os recursos do Estado devem ser usados com planejamento, inteligência e para buscar atingir os líderes e criminosos de “alto escalão” que atuam em toda a cidade em favor do crime organizado. Mas não é isso que se observa nos últimos anos na cidade do Rio de Janeiro. Há tempos o poder público promove várias ações semelhantes que não desmantelam as facções do crime organizado
Um governo que aposta na morte como espetáculo e na brutalidade como política pública
Sob o pretexto de explorar o “patrimônio comum da humanidade”, o fundo do mar torna-se o espelho submerso da colonialidade global — e a América Latina, o seu possível lugar de resistência
O mundo precisa compreender que a Amazônia não é um vazio a ser ocupado, mas um território habitado
A lógica colonial segue a mesma, o dinheiro não chega e a conta não fecha
No Brasil não temos pena de morte como mecanismo legal, mas existe uma autorização social, política e econômica para chegar nas favelas e regiões periféricas “atirando na cabecinha”
Como uma megaoperação legitima a morte, ou mais ainda, as vidas que não podem ser consideradas ou perdidas, se não forem primeiro, consideradas como vida