Uma mulher em defesa da “educação e instrução de seu sexo”
Ana de Castro soube usar – e driblar – a estrutura patriarcal para defender e propagar suas ideias
- Anna Castro era uma senhora dotada de bastante espírito e inteligência, estudiosa, e de conhecimentos literários; era animada de nobres e elevados intuitos em favor da educação e instrução de seu sexo […][1]
Amante das letras, entusiasta da educação feminina, preceptora, escritora. Em seu necrológio publicado na Revista Mensal da Sociedade Ensaios Literários, assinado por Jerônimo Simões, Ana Luísa de Azevedo Castro é descrita como uma mulher distinta e afável, de esmerada educação e excelente coração, uma talentosa professora, uma senhora bem-quista pela sociedade. Mas, como muitas escritoras do período, que foram silenciadas ou esquecidas, pouco sabemos sobre a vida de Ana de Castro. Mesmo considerada a primeira romancista de Santa Catarina, há mais especulações e perguntas sem respostas do que fatos sobre sua biografia. “Lástima para a literatura feminina brasileira que esqueceu, por tanto tempo, uma boa pioneira”.[2]
Não se tem informação precisa a respeito de seu nascimento, que pode ter ocorrido entre 1823 e 1827 em São Francisco do Sul, na província de Santa Catarina. Ainda jovem, Ana de Castro mudou-se para o Rio de Janeiro com a família, quando se casou[3] e fundou um colégio de instrução primária e humanidades para meninas, atuando como professora e diretora da instituição até seu falecimento.
Em 1858, entre 13 de abril e 6 de julho, Ana de Castro publicou no periódico A Marmota, sob o pseudônimo Indígena do Ipiranga, o seu único romance, D. Narcisa de Villar. Em 1859, a obra saiu no formato de livro pela Tipografia de F., de Paula Brito. Somente após mais de 100 anos o romance foi reeditado, graças ao trabalho de resgate de textos de autoria feminina do século XIX desenvolvido pela pesquisadora Zahidé Lupinacci Muzart. Com o selo da Editora Semprelo, saiu em 1990 uma tiragem de 200 exemplares de D. Narcisa do Villar (com venda antecipada, a edição foi um sucesso). Em 1997 e 2000, a Editora Mulheres, de Santa Catarina, imprimiu a 4ª e a 5ª edição da obra. Afora o romance, restam apenas quatro textos conhecidos de sua autoria: Rasgo de valor de um menino brasileiro de sete anos e Assembleia dos ratos, ambos publicados em 1854; o poema O Pranto do Poeta, de 1860; e um discurso pronunciado em 1866 na Sociedade Ensaios Literários.
Apesar da escassez e inexatidão de informações, é possível pressupor que Ana de Castro teve uma educação qualificada e foi uma leitora ativa – tanto pelo fato de ter se tornado professora, quanto pelas referências que podemos encontrar em seus textos, como Montesquieu, Madame Staël e Madame Cottin. Em 16 de abril de 1866, a escritora foi eleita sócia honorária da Sociedade Ensaios Literários, instituição da qual poucas mulheres faziam parte – o que demonstra o prestígio da escritora, que além de participar das reuniões, também contribuía para a revista da Sociedade.
Faltam registros sobre a recepção de D. Narcisa de Villar, mas os diversos anúncios do romance nos jornais da época e o fato de Ana de Castro ter sido considerada uma escritora por seus contemporâneos, dizem muito do lugar da autora. Já sua atuação como preceptora era muito afamada e elogiada nos periódicos da época. Seu colégio, conhecido como Colégio de D. Anna de Castro, foi dirigido por ela até sua morte, em 1869. A instituição, que ensinava francês, italiano, cosmografia, geografia, aritmética, história natural, desenho, canto, piano, harpa e dança, contava com 80 alunas matriculadas em 1865 na instrução primária e 20 na secundária[4].
O discurso em prol da educação feminina
O Censo Geral do Império de 1872[5], o primeiro censo demográfico realizado no Brasil, revela dados importantes sobre o grau de instrução da população nacional. Dos mais de 9 milhões de habitantes do país, 81,43% eram analfabetos. Dentre as 4.806.604 mulheres que compunham a sociedade brasileira, apenas 11,5% eram alfabetizadas. Porém, como parte do processo de construção da nova nação brasileira, onde a educação se tornava essencial para o desenvolvimento do Brasil, buscou-se contemplar a educação feminina instituindo a obrigatoriedade do ensino primário gratuito também para elas – em classes separadas dos meninos e com professores do mesmo sexo. Afinal, como escreveu um jurista da época, para que a pátria cumprisse seus altos destinos: “o desenvolvimento das faculdades intelectuais não é menos necessário, do que o das qualidades morais, para que a mulher possa preencher neste mundo a sua missão santa de esposa e mãe”.[6]
O projeto não teve muito êxito. O número de escolas era pequeno e a procura era baixa, já que as famílias de classes menos abastadas não viam sentido em enviar suas filhas para a escola, enquanto nas famílias de elite, o ensino ficava a cargo de preceptoras particulares. Faltavam também professoras qualificadas para ensinar as meninas – e foi então que, em meados do século XIX, foram criadas as Escolas Normais, a fim de prepará-las para exercer o magistério. De qualquer maneira, a educação escolar para meninas não foi vista com bons olhos no período e os ensinamentos dirigidos a elas foram restritos às prendas domésticas e a noções muito básicas de leitura, escrita e matemática.
As instituições particulares de ensino secundário para meninas começaram a surgir a partir de 1850. Mas, como as mulheres não tinham possibilidade de ascensão ao ensino superior, seu currículo se mantinha restrito ao que era necessário para que elas se tornassem boas moças de família. De acordo com Washington Dener dos Santos Cunha e Rosemaria J. Vieira Silva[7], essas instituições se assemelhavam mais a espaços de sociabilidade do que a escolas propriamente ditas, já que o foco estava na promoção de reuniões sociais ao invés do ensino e da aprendizagem. É claro que, dentre elas, havia raras exceções, ou seja, instituições preocupadas com a formação intelectual de suas alunas, mas a maioria tinha como propósito “preparar a mulher para educar os seus filhos, de acordo com as regras da boa sociedade, exercendo assim o seu papel de esposa e mãe, guardiã da família e dos bons costumes”.[8]
Por muito tempo, a instrução feminina permaneceu entrelaçada intimamente a questão da maternidade e do progresso da pátria – a mulher como responsável pelo desenvolvimento moral de seus filhos e pela formação de bons cidadãos. Somente a partir da década de 1870 ganha corpo a questão da profissionalização, com o debate sobre o ingresso de mulheres nas faculdades de Medicina, a exemplo da Europa e dos Estados Unidos.
Mas ainda havia um longo caminho pela frente. Foram poucas – e corajosas – as mulheres que enfrentaram preconceitos e hostilidades a fim de se aventurar nos bancos das academias. Corajosas também foram as vozes que se levantaram no esforço por uma educação de qualidade para as mulheres; dentre elas, Ana de Castro. Essa foi uma reinvindicação constante das escritoras oitocentistas – difícil encontrar um nome que não tenha escrito ao menos uma linha sobre o assunto. Em um discurso proferido no dia 20 de janeiro de 1866, na sessão em comemoração ao sexto aniversário da Sociedade Ensaios Literários, que posteriormente foi publicado na oitava edição da Revista Mensal da Sociedade Ensaios Literários, Ana de Castro aproveita o espaço para advogar a favor instrução feminina.
Ao se dirigir aos senhores membros da instituição, a escritora faz uso de uma linguagem formal, requintada, com referências ao filósofo, escritor e intelectual francês Montesquieu e a mitologia grega. Sabe-se que, por ter se tornado sócia honorária da Sociedade, a autora teria certo prestígio no meio intelectual. Mas essas escolhas em seu discurso, vocabulário e citações apontam para o cuidado que teve a fim de ser levada a sério, para ter sua fala aceita e legitimada pelos demais integrantes do grupo, e até mesmo uma preocupação em se mostrar adequada, como mulher, aos padrões patriarcais dominantes.
Além disso, a escritora se coloca, a todo momento, em um lugar de humildade, se apresentando como uma modesta mãe da família e preceptora: “No banquete das inteligências não há sexo. […] protegida com esta verdade, afrontando a timidez do meu sexo, os usos da minha pátria, venho aqui misturar convosco a minha débil voz no sublime festim de que sois convivas”[9]. Analisando os prefácios e as dedicatórias de escritoras do século XIX, Zahidé Lupinacci Muzart percebeu o uso constante dessa posição de humildade, juntamente com o que ela chama de metáforas “florais”[10] (também utilizadas por Ana de Castro em seu discurso). A razão pode estar no receio dessas mulheres de não serem respeitadas, o medo de serem repudiadas ou até mesmo ignoradas. Por isso, elas antecipadamente já estariam, de certa forma, se desculpando por expressar suas ideias e pensamentos. Sobre a questão das metáforas, a pesquisadora explica que “se os homens, na vida cotidiana, só as valorizariam pelos seus encantos físicos como beleza e juventude, é igualmente nesses atributos que incide a ênfase valorativa dos prefácios”.[11]
No caso de Ana de Castro, o uso desses artifícios, além de outros elementos próprios que caracterizavam a feminilidade, se fez de forma premeditada. Ao utilizar palavras que remetiam a docilidade, a graça, a amabilidade e a sensibilidade da mulher, a autora buscou “amansar” seu público, parecendo aceitar o papel que lhe é atribuído pela sociedade para, em seguida, fazer críticas a ele. A exaltação e os elogios em profusão para a Sociedade Ensaios Literários e seus membros também pareceram servir para “preparar” o público para melhor receber suas ideias. Interessante também como ela faz uso das ideias do discurso dominante para validar seus argumentos.
O discurso também traz a consciência da escritora em relação aos preconceitos e opressões destinadas às mulheres, como se a inteligência fosse um atributo apenas dos homens. Ana de Castro aponta que as mulheres também podem encontrar seu lugar no “banquete das inteligências”[12], mas já deixa claro que, para tal, elas precisam ter “forças para penetrar os seus pórticos”[13]. Afinal, as dificuldades e resistências seriam muitas.

Durante sua exposição, a escritora defende a educação feminina e ainda elabora uma crítica contra o casamento, que seria um impeditivo para que a mulher desenvolvesse seu intelecto. Segundo a autora, toda instrução recebida na escola, conquistada após muitos sacrifícios e privações, seria descartada e inutilizada tão logo a moça se casasse – e mais: o casamento, por fim, silenciaria sua voz e esvaziaria sua alma. Muitos talentos e inteligências estariam perdidos. O casamento e a vida em família limitariam as experiências das mulheres.
A menina que recebeu no colégio noções de grande instrução é condenada a queimar todo o seu trabalho – sacrifício inaudito da infância, forçada a dar aos livros a atenção que sua boneca exige – ao fogo lento do indiferentismo que lavra no novo círculo que vai entrar. […] É o altar que se levanta no deserto do seu coração, onde o seu espírito está só e quase vazio, no qual a alma vai oferecer seus místicos cantos. Todavia, ainda esse mesmo tem um dia de ser aniquilado na voraz fogueira, onde foram reduzidos às cinzas do esquecimento os pinceis e os livros. É quando a moça torna-se esposa e mãe.[14]
Ao final, Ana de Castro defende o desenvolvimento do hábito de leitura entre as mulheres e a produção de autoria feminina. “Criai um Clube para nós outras, onde cada qual leve uma produção de seu talento, onde a leitura da história, da filosofia e da moral seja ouvida por vozes do meu sexo”[15]. Note-se, aqui, que a escritora demanda por leituras consideradas edificantes, colocando o romance como uma leitura menor, fútil e perigosa, mesmo tendo sido ela autora de um texto do gênero. Para concluir seu discurso, volta a utilizar ideias legitimadas pelos homens, como a importância da mãe na formação e educação de seus filhos e a ideia da mulher como responsável pela harmonia do lar, para reivindicar a instrução feminina.
E estais certos que, tendo mães ilustradas, tereis a mocidade preparada para todos os altos acontecimentos da vida, possuindo no vosso lar, não pedantes citando-vos a todos os momentos nomes pomposos de autores, porém companheira ilustrada que leva a consolação e a coragem ao esposo aflito e impressionado pelos desgostos. Desenvolvei a minha ideia – a vós, eu a entrego.[16]
A luta de Ana de Castro em prol da educação feminina não ficou apenas no papel. Além de atuar como escritora, ela fundou um colégio de instrução primária e humanidades para meninas e seu trabalho como preceptora foi bastante estimado – seu colégio chegou a ser um dos mais conhecidos do Rio de Janeiro. Por conta disso, recebeu muitos elogios nos periódicos da época.
Por ocasião de uma apresentação das alunas do colégio, o Jornal do Commercio publicou, em 27 de dezembro de 1863, um texto batizado de Educação de meninas, assinado por “um pai de família” enaltecendo Ana de Castro, que:
dotada de elevada inteligência, imaginação viva e vontade imperiosa, cada vez capricha mais para solidificar aquele princípio [o espírito da civilização], arraigando-o no espírito daqueles que têm a felicidade de ouvila. […] O coração expande-se jubiloso no peito quando vê tão bem compreendida por uma senhora a alta missão que lhe foi confiada na terra![17]
Na mesma edição, consta ainda um poema em homenagem à mestra, assinado por uma estudante do colégio, Augusta Catellões. No texto, a moça expressa seu amor e gratidão por Ana de Castro, considerada por ela mais do que uma professora, mas também uma amiga, responsável pelo seu saber e por incentivar seu conhecimento. “Para dar-nos a instrução,/Sois rica em conhecimentos;/Para guiar-nos à virtude,/Tendes nobres sentimentos”[18]. Já no Correio Mercantil do dia 24 de dezembro de 1867, um discurso proferido por outra aluna, Julia Felippone, foi publicado. Nele, a jovem, utilizando as metáforas “florais”, expõe toda a admiração que sente por sua mestra, pelos ensinamentos e dedicação que ela oferece. “Pelicano de amor, esta mulher rasgaria seu seio para com seu próprio sangue regar suas queridas flores, se o orvalho vivificante lhe faltasse”.[19]
Em todas essas homenagens, é possível perceber que a professora é descrita – mais do que por seu conhecimento e intelecto, por suas características tipicamente femininas: ela é doce, bondosa, amável, dedicada, o que vai ao encontro do que o establishment da época determinava. O exercício do magistério seria próprio da natureza feminina, a vocação da mulher, função estendida da maternidade. Uma das alunas chega a registrar que a professora “continua também os exemplos que em casa nos dão nossas mães!”[20].
Mas, Ana de Castro soube usar – e driblar – a estrutura patriarcal para defender e propagar suas ideias. Atuando dentro dos limites do que a sociedade normatizava para as mulheres, ela conseguiu se inserir em espaços majoritariamente masculinos e provocar reflexões sobre a condição feminina, principalmente no que diz respeito à educação. Para que assim, quem sabe, todas as mulheres encontrassem seu lugar no banquete das inteligências.
Aline Dias Anile Chella é jornalista, historiadora e mestranda do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na linha de pesquisa Intersubjetividade e Pluralidade: Reflexão e Sentimentos na História. Desenvolve pesquisa nas áreas de história das mulheres; escrita de mulheres; gênero. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4118916932779685
Referências:
CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. Discurso. Revista Mensal da Sociedade Ensaios Literários, Edição 8, 1866. Disponível em: <http://memoria.bn.br/docreader/docreader.aspx?bib=338966&pagfis=1283>. Acesso em setembro de 2025.
BARROSO, José Liberto. A instrucção publica no Brazil. Rio de Janeiro: Tipografia Nacional, 1867. Disponível em: <http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/227376>. Acesso em julho de 2025.
Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 24/12/1867, ano XXIV, n. 353, p.3, segunda coluna. Disponível em: <http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=217280&pagfis=28534>. Acesso em setembro de 2025.
BRASIL. Ministério do Império: Relatório da Repartição dos Negócios do Império (RJ) – 1832 a 1888. Mapa das matrículas de instrução primária e secundária nos estabelecimentos particulares para o sexo feminino. Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1865. Disponível em: <http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=720968&pagfis=6820>. Acesso em agosto de 2025.
Recenseamento do Brazil em 1872. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1847. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?id=225477&view=detalhes#:~:text=Resumo%3A%20O%20Censo%20Geral%20do, Reinado> . Acesso em setembro de 2025.
SIMÕES, Jerônimo. Necrologia. Revista Mensal da Sociedade Ensaios Literários. Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1872, n. 7. Disponível em: <http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=338966&pagfis=1667>. Acesso em agosto de 2025.
CUNHA, Washington Dener dos Santos; SILVA, Rosemaria J. Vieira. A educação feminina do século XIX: entre a escola e a literatura. Revista Gênero: Rio de Janeiro, v. 11, n.1, 2010. Disponível em: <https://periodicos.uff.br/revistagenero/article/view/30936>. Acesso em agosto de 2025.
MUZART, Zahidé L. Artimanhas nas entrelinhas: leitura do paratexto de escritoras do século XIX. V Encontro Nacional da ANPOLL. Recife, 1990. Disponível em: < https://periodicos.ufsc.br/index.php/travessia/article/view/17202>. Acesso em julho de 2025.
MUZART, Zahidé L. Narrativa feminina em Santa Catarina (do século XIX até meados do século XX). Organon, Porto Alegre, v. 16, n. 16, 2013. Disponível em:
<https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/39507>. Acesso em agosto de 2025.
[1] SIMÕES, Jerônimo. Necrologia. Revista Mensal da Sociedade Ensaios Literários. Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1872, n. 7, p. 676.
[2] MUZART, Zahidé L. Narrativa feminina em Santa Catarina (do século XIX até meados do século XX). Porto Alegre, Organon, v. 16, n. 16, 2013. p. 234.
[3] Não existem documentos ou registros que nos ajudem a elucidar a identidade de seu marido.
[4] BRASIL. Ministério do Império: Relatório da Repartição dos Negócios do Império (RJ) – 1832 a 1888. Mapa das matrículas de instrução primária e secundária nos estabelecimentos particulares para o sexo feminino. Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1865.
[5] Disponível no portal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
[6] BARROSO, José Liberto. A instrucção publica no Brazil. Rio de Janeiro: Tipografia Nacional, 1867. p. XXIX.
[7] CUNHA, Washington Dener dos Santos; SILVA, Rosemaria J. Vieira. A educação feminina do século XIX: entre a escola e a literatura. Revista Gênero: Rio de Janeiro, v. 11, n.1, 2010. p. 100.
[8] CUNHA, Washington Dener dos Santos; SILVA, Rosemaria J. Vieira. Op. Cit. p. 100-101.
[9] CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. Discurso. Revista Mensal da Sociedade Ensaios Literários, edição 8, 1866. p. 17.
[10] MUZART, Zahidé L. Artimanhas nas entrelinhas: leitura do paratexto de escritoras do século XIX. V Encontro Nacional da ANPOLL. Recife, 1990. p.65.
[11] MUZART, Zahidé L. Op. Cit. p. 66.
[12] CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. Discurso. Revista Mensal da Sociedade Ensaios Literários, edição 8, 1866. p. 17.
[13] CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. Op. Cit. p. 18.
[14] CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. Op. Cit. p. 18.
[15] CASTRO, Ana Luísa de Azevedo. Op. Cit. p. 18.
[16] CASTRO, Ana Luísa de Azevedo .Op. Cit. p. 18-19.
[17] Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 27/12/1863, ano 38, n. 357, p. 3, 4ª coluna.
[18] Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 27/12/1863, ano 38, n. 357, p. 3, 6ª coluna.
[19] Correio Mercantil. Rio de Janeiro, 24/12/1867, ano 24, n. 353, p.3, 2ª coluna.
[20] Correio Mercantil. Rio de Janeiro, 24/12/1867, ano 24, n. 353, p.3, 2ª coluna.

