“Me Too da Psicanálise”
O “Me Too da Psicanálise” no Brasil tem um potencial político genuíno, o de desestabilizar hierarquias de poder profundamente sedimentadas no campo psicanalítico e, por extensão, no campo cultural progressista

O “Me Too da Psicanálise” no Brasil tem um potencial político genuíno, o de desestabilizar hierarquias de poder profundamente sedimentadas no campo psicanalítico e, por extensão, no campo cultural progressista
Projetos digitais como o arquivo blush resistem à lógica dos algoritmos e apostam na web como espaço de criação colaborativa, sem vergonha e fora da dinâmica do scroll infinito
Recentemente, algumas mulheres psicanalistas vieram a público denunciar violências de gênero, assédio moral e sexual e episódios de misoginia vivenciados dentro do campo psicanalítico
Como uma sociedade que assume compromissos formais com a igualdade mantém, no interior de suas casas, um regime de segregação baseado na biologia feminina?
Quem decide as políticas de proteção a meninas e mulheres ainda são majoritariamente os homens
Como algumas mulheres podem negar que o simples fato de nascermos mulheres já nos coloca em uma posição de desigualdade estrutural?
Quantas vezes defendemos sororidade, mas nos calamos quando a denúncia envolve raça?
É urgente pensar como construir uma proposta para um anti-imperialismo que se preocupa com a liberação dos povos verdadeiramente e não com o standing relativo de diferentes impérios, ou que é apenas um contra-projeto de masculinismo imperial
A brutalidade contra mulheres se expande como crise nacional, atravessando corpos e instituições, e expondo um país que normalizou o intolerável
Pitangas Verdes, vencedor do concurso literário Vila-Labrador, aborda a violência estrutural e a responsabilidade precoce a que as mulheres são submetidas, e oferece outro caminho: o de imaginar
Ana de Castro soube usar – e driblar – a estrutura patriarcal para defender e propagar suas ideias
Da denúncia ao processo: a engrenagem que transforma vítimas em rés