Discursos de gênero e suas consequências práticas à luz da filosofia feminista
Confira a resenha de “Material Girls: Por que a realidade importa para o feminismo”, de Kathleen Stock (Editora Cassandra)

Confira a resenha de “Material Girls: Por que a realidade importa para o feminismo”, de Kathleen Stock (Editora Cassandra)
O que penso, e que salva o filme Pobres criaturas, é que ele não é só um “Frankenstein feminista”. Dizer isso é dizer o óbvio, e pior: é dizer o óbvio de novo, depois de ter sido dito tantas vezes. Uma máxima que procuro seguir é esta: nunca dizer o óbvio. Se não tiver nada além dele para falar, então é melhor não dizer nada. E eu decidi escrever este texto porque penso que o filme é mais que isso
Nos cinquenta anos do golpe, somos chamadas a construir a memória como uma ponte intergeracional que permite aos povos “não esquecer” as atrocidades ocorridas na história recente de nosso país
Em um momento em que o feminismo capitalista de Barbie ocupa a maior parte das salas de cinema do Brasil, o IMS Paulista inaugura a mostra Arquivos, vídeos e feminismos: o acervo do Centro Audiovisual Simone de Beauvoir
A Copa do Mundo feminina coloca o país diante de suas mais dramáticas ambiguidades
Em maio, a bióloga Rayyanah Barnawi se tornou a primeira saudita a realizar uma missão espacial. Embora seja um evento notável, isso não representa a condição feminina na região. Para alcançar a igualdade de gênero, as mulheres não têm nada a esperar de um feminismo de Estado que legitima os poderes estabelecidos, pois apenas a luta pela democracia e pelo secularismo é libertadora
Vimos no mês do Dia Internacional da Mulher uma enxurrada de ações publicitárias de empresas do mercado financeiro em exaltação às mulheres. Mas como esse apoio continuará depois de março?
A importância das mulheres na conservação e preservação das florestas, dos rios e da sociobiodiversidade
Uma revolta contra a obrigatoriedade do véu? Certamente. Porém, o levante que abala a República Islâmica não se limita a isso. Os fundamentos do regime estão sendo atacados e diversas categorias da população unem-se por uma frustração generalizada. Embora o resultado da revolta seja incerto em razão da brutal repressão, a vontade de mudança permanece intacta
Quem diria? Em muito pouco tempo, o feminismo cresceu e se disseminou pela consciência crítica nacional com força avassaladora, a partir de 2005, logrando mobilizar, como nunca antes, milhões de pessoas para o 8 de Março. Mas influenciou também a Revolta de 2019/2020 e a redação de uma Constituição paritária. Agora, no entanto, conseguiu chegar ao poder graças ao triunfo da candidatura do presidente eleito, Gabriel Boric, que não apenas se declara feminista, tal qual seu partido Convergencia Social e sua coalizão Apruebo Dignidad, como se comprometeu a fazer do feminismo parte fundamental de seu governo
A mobilização do dia 8 de março de 2022 acontecerá após dois anos de pandemia que forçou o movimento feminista a reinventar-se nos territórios de urgência, a ter menos possibilidades de ocupar as ruas em grande número e a mergulhar em formas de organização menos visíveis, mas persistentes
O triunfo do Partido Liberal Democrata nas eleições legislativas de outubro de 2021 no Japão vem acompanhado por uma derrota do feminismo, com uma queda no número de mulheres eleitas. Entretanto, com a ajuda do movimento #MeToo, vozes aparecem e mobilizações se formam. Mas ainda não conseguem franquear as portas das empresas nem dos parlamentos