REFLEXOS DO TARIFAÇO NA ECONOMIA BRASILEIRA

Do limão, uma limonada

A sociedade brasileira deve transformar o desafio imposto pelo tarifaço em um novo pacto social, que entenda a relevância do desenvolvimento econômico e do fortalecimento da indústria como uma necessidade de soberania

O anúncio da aplicação de tarifas de 50% para todos os produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos iniciou uma série de incertezas e questionamentos sobre a dimensão dos impactos na economia brasileira. Em termos de impactos macroeconômicos, as primeiras dúvidas eram sobre o PIB, a taxa de desemprego e a inflação. Começando pelo último, havia uma perspectiva dúbia sobre se prevaleceriam os movimentos de elevação ou de queda. O temor de alta nos preços se daria por meio do câmbio. O real vinha em uma dinâmica de apreciação em relação ao dólar, inclusive em um ritmo superior ao de outras moedas emergentes. Em 9 de abril, três meses antes do anúncio da taxação, a taxa de câmbio para compra estava em R$ 6,06. Na véspera do anúncio, estava em R$ 5,45, mas, dois dias depois, a cotação já havia subido para R$ 5,57, em uma clara reversão de…

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